sexta-feira, 4 de maio de 2018

CÓDIGO DE HONRA (AQUELE QUE PROTEGE)



Filipe Levi 04/05/18
CÓDIGO DE HONRA (AQUELE QUE PROTEGE)

SOBRE A OMISSÃO DIANTE DO MAL (O MAIOR PECADO DA “IGREJA”)

Muito se tem pregado no meio evangélico sobre a omissão diante do mal, como se fosse obrigação dos cristãos se omitirem perante as coisas erradas e serem apáticos diante da maldade. Neste texto, eu mostrarei o que a Bíblia ensina que nós, cristãos, devemos fazer quando nos deparamos perante o mal, e qual deve ser a nossa postura diante da maldade.
“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)
A Bíblia é bem clara quando diz que a nossa obrigação é defender aqueles que não podem se defender, ou seja, o nosso dever é lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Portanto, é a nossa obrigação lutar por eles.
“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)
Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.
“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)
Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.
“O que justifica o perverso e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro”. (Provérbios 17:15)
Quem condena o inocente e absolve o culpado é abominável para Deus, porque Deus abomina a injustiça. Deus é tão santo e tão justo que Ele se enoja de gente mesquinha e medíocre que adora defender bandidos e condenar inocentes.
“Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
Segundo o apóstolo Paulo (o apóstolo Pedro ensinou exatamente a mesma coisa) é obrigação do Estado castigar os malfeitores e enaltecer os cidadãos de bem. O dever do governo é punir os maus e louvar os bons. Quem diz isso não sou eu, mas é o apóstolo Paulo, e também o apóstolo Pedro (1 Pedro 2:13-17). Para esses apóstolos, o papel do governo é garantir a segurança dos cidadãos de bem e punir severamente os criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros. Paulo também ensinou que devemos interceder em favor das autoridades governamentais (1 Timóteo 2:1-4) para que elas cumpram com a sua obrigação, que é zelar pela sociedade. Portanto, Deus estabeleceu as autoridades governamentais (governantes, magistrados e soldados) para castigo dos malfeitores e para louvor dos que praticam o bem.
Nós, servos de Deus, não temos desculpas para nos omitirmos diante do mal e “passar a mão na cabeça” dos malfeitores. Nós temos o dever e a obrigação de lutarmos em favor dos fracos e oprimidos. Portanto, a omissão diante do mal é coisa do Diabo, e não de Deus. O Pacifismo é uma heresia; e a maior arma a favor dos bandidos. O Pacifismo não tem base bíblica; e é condenado por Deus, porque Deus abomina a omissão.

BUSHIDO (CÓDIGO DO GUERREIRO)

As principais virtudes do Bushido são Justiça (GI), Coragem (YUU), Compaixão (JIN), Respeito (REI), Sinceridade (MAKOTO), Honra (MEIYO) e Lealdade (CHUUGI). Essas são as verdadeiras características de um verdadeiro guerreiro (os mesmos princípios e valores éticos que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina).

A JUSTIÇA:

É quando o guerreiro opta por lutar pelo que é certo, quando o herói está disposto e determinado a fazer a coisa certa.

A CORAGEM:

Não é a ausência do medo, mas é a habilidade de superá-lo por uma causa maior. O guerreiro corajoso é aquele que supera o seu medo para poder ajudar os outros.

A COMPAIXÃO:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou seja, sentir e se compadecer da dor de seu semelhante.

O RESPEITO:

É respeitar os seus semelhantes (principalmente, os mais fracos e desamparados que precisam de proteção).

A SINCERIDADE:

É ser sincero e verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Sempre falar a verdade, mesmo que isso não te beneficie. Ser correto e fazer o certo, mesmo, que você se “ferre e se lasque” por fazer a coisa certa.

A HONRA:

É a integridade e o caráter do herói, que mesmo diante das adversidades e da corrupção e degeneração humana, ele ousa ser bom. Ser um guerreiro honrado que usa os seus punhos e suas armas não por razões e motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça e a paz.

A LEALDADE:

É quando o guerreiro é leal aos seus amigos e as pessoas que estão sob a sua proteção. As flechas do herói só devem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger.

O MESTRE DE TODOS OS BANDIDOS (O MAIOR DE TODOS OS VILÕES)

Satanás, o Diabo, procura fraquezas (quando estamos com a guarda-baixa, para nos golpear). Ele dissemina heresias destruidoras e ensinamentos satânicos nas igrejas (usa coisas aparentemente "bíblicas", "evangélicas", "cristãs", "fofinhas" e "bonitinhas" para ludibriar e enganar as pessoas). É como se existisse uma cerca elétrica, e Satanás, tenta encontrar algum ponto vulnerável para tentar entrar. Ele é um mestre do disfarce, um mestre do ilusionismo. O Diabo usa coisas com a "patente evangélica" e "gospel", baseadas em versículos bíblicos distorcidos e fora de seus verdadeiros contextos para destruir as vidas das pessoas, e por meio do pecado, levá-las a perdição (morte eterna). Acreditem, o Príncipe das Trevas conhece muito bem as Escrituras, e ele é muito habilidoso com a Bíblia. O Diabo é um grande "teólogo", e também conhece muito bem a História da humanidade. Quando uma mentira é dita mil vezes, ela acaba se tornando numa "verdade”. Assim, se constrói uma construção ideológica. Os mesmos pecados de Gênesis e as mesmas heresias da época da Igreja Primitiva são usados até hoje para proliferar a destruição e para furtar o coração dos homens. Satanás não é ignorante, nem burro e nem um animal. Ele pode ser metódico e sistemático, mas ele conhece muito bem o ser humano e sabe como derrubá-lo. Se nós, cristãos, nos basearmos nas Escrituras (termos uma boa base teológica) teremos grandes chances de vencermos. Temos que ter sustentação na nossa fé. Devemos dar prioridade à oração (nossa relação e comunhão com Deus). Devemos ter "foco de tiro". Devemos sempre manter o foco. Satanás tenta desviar o foco das pessoas para coisas secundárias (para que os cristãos não se importem com o que realmente importa). Devemos buscar sabedoria em Deus, para que possamos resistir às ciladas, armadilhas e ataques do Diabo.
SOBRE O COMBATE (LUTAR EM PROL DA JUSTIÇA)

Matar sem nenhum fundamento moral não é nada além de assassinato. Matar por uma causa é apenas justiça. O Sexto Mandamento sempre se referiu ao homicídio ilícito, e não a matar por legítima defesa e a matar na guerra. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse Mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse Mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “Não Matarás”, se no Sexto Mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar). O guerreiro que não respeita a lâmina de sua espada não é digno de sua espada. As flechas do cristão somente podem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a espada por motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça.
Apesar de terem existido muitos cristãos primitivos que satanizavam as autoridades governamentais, os apóstolos, Pedro e Paulo, reconheciam que as autoridades eram legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Paulo em (Romanos 13:1-7) e Pedro em (I Pedro 2:13-17), reconheciam que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus e que são ministros de Deus para punir os maus e louvar os bons. Quando Paulo disse que “a nossa luta não é contra carne e sangue”, ele se referiu à luta da Igreja (instituição religiosa) e não a luta do Estado. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja, mas o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado (que é ministro de Deus). Quando Paulo falou que “as armas da nossa milícia não são carnais”, ele se referiu as vãs filosofias e a capacidade humana, pois o contexto em que ele disse isso nem é sobre armas bélicas. Quando Cristo ensinou que devemos oferecer a outra face, Ele quis dizer que não devemos ser vingativos, pois em nenhum momento (no contexto desse versículo), Jesus pregou contra a legítima defesa e disse que os cristãos devem ser sacos de pancadas dos outros. No mesmo capítulo, em que esse versículo está inserido, em outra parte Jesus fala que devemos arrancar o olho direito e decepar a mão direita se essas partes do nosso corpo nos fizerem pecar. Obviamente, Jesus usou puro simbolismo nessas passagens. Cristo ordenou para Pedro comprar aquela espada que o apóstolo usou para decepar a orelha direita de Malco. Pedro tentou impedir que a profecia sobre Jesus se cumprisse e Cristo quis salvar Pedro da punição de morte que seria aplicada contra ele, se Malco morresse. Jesus não mandou Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconheceu que o Estado tem o poder da espada (Machaira) que foi concedido e autorizado pelo próprio Deus.

O BÁSICO DA ESTRATÉGIA MILITAR

Você sempre deve conhecer o terreno do seu inimigo. Procure explorar as fraquezas de seu adversário. A ira entorpece a sua espada, portanto, nunca ataque com raiva (tenha técnica). Seja estratégico. Seja tático. A coragem é forjada no campo de batalha. Adquirindo experiência nas pelejas, você melhora os seus reflexos e aguça os seus sentidos. Os cangaceiros tinham vantagem sobre os policiais (macacos), porque conheciam a caatinga. Os vietnamitas tinham vantagem sobre os militares norte-americanos, porque conheciam a sua terra natal como ninguém. Os soldados norte-americanos somente conseguiram derrotar o Talibã, porque tiveram a ajuda dos combatentes da Aliança do Norte (que conheciam a região e o território). O básico da estratégia militar é sempre eliminar os líderes primeiro para que os seus subordinados fiquem confusos e comecem a disputar pelo poder. Cortar a luz elétrica e as linhas telefônicas para que os seus inimigos fiquem sem comunicação e desorientados na escuridão. Antecipe os passos de seu inimigo. Coloque-se em seu lugar para pensar exatamente como ele, porque assim você saberá qual será o seu próximo ataque. Cerque seus inimigos, destrua as suas plantações e os privem de água e de alimento, assim, você terá mais probabilidade de derrotá-los. O opressor só respeita a força que é maior do que a dele. Os violentos só conhecem a linguagem da violência. Negociar e argumentar com estupradores, torturadores e assassinos cruéis é perda de tempo, porque eles nem se darão ao trabalho de te ouvir. A resposta tem que ser rápida. O disparo tem que ser certeiro. Tenha foco de tiro. Use o fator surpresa, pois assim você surpreenderá o seu inimigo. Nunca implore por sua vida ou por misericórdia, pois isso apenas aumentará a sensação de poder e atiçará o sadismo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos bandidos. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos opressores. Você escolhe se quer ser vítima ou inimigo dos malfeitores. Você escolhe se quer ser apenas uma vítima indefesa ou um inimigo a altura.

O NOSSO PROPÓSITO (A NOSSA MISSÃO)

Os heróis lutam em prol dos outros. Os guerreiros honrados e íntegros usam os seus punhos e suas armas para lutar em prol da justiça. Há diferença entre vingança e justiça. Nós queremos justiça, não, vingança. Criminosos são como ervas daninhas; quando se arranca uma, cresce, logo, outra no lugar. Seja íntegro. Lute em nome da honra. Seja o defensor dos fracos e desamparados. Proteja os inocentes e os indefesos. Os verdadeiros heróis fazem o bem sem esperar nada em troca. Isso é altruísmo. Isso é ser altruísta. Erga a voz em favor daqueles que não podem falar. Fale por eles. Lute por aqueles que não podem lutar. Lute as batalhas deles. Ajude aqueles que ninguém ajuda. Ajude-os. Se importe com aqueles que ninguém se importa. Tenha compaixão pelos fracos. Seja um defensor. Seja um protetor. Seja a esperança dos perdidos. Liberte os oprimidos da opressão. Faça a diferença. Seja um herói.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.



Nenhum comentário: