terça-feira, 27 de março de 2018

CRISTIANISMO PRIMITIVO



Filipe Levi 30/04/11
CRISTIANISMO PRIMITIVO


Resolvi escrever este artigo, porque acho que devo desculpas aos cristãos primitivos; pois eu julguei injustamente a Igreja Primitiva em vários artigos. Claro, que existiram Pais da Igreja que pregavam heresias, mas nem todos os cristãos primitivos eram antimilitaristas e antissemitas como eu afirmei em outros artigos. O próprio Jesus Cristo e os apóstolos nunca condenaram o serviço militar e a política. Os Pais Apostólicos, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna e Clemente de Roma, conheceram os apóstolos pessoalmente e não pregaram heresias (Policarpo de Esmirna e Clemente Romano reconheciam que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus). Fato inegável, é que a maioria dos primeiros cristãos evitava se alistar no Exército e ocupar cargos públicos. Mas, será que eles realmente eram anarquistas e pacifistas (como um bando de religiosos idiotas afirma na Internet)? Ou será que os cristãos primitivos queriam, simplesmente, evitar prestar culto ao imperador e sacrificar aos deuses? Neste artigo, eu mostrarei a resposta.
Na verdade, os primeiros cristãos (os primeiros mesmo) eram judeus (os nazarenos), mas com o passar do tempo, inúmeros gentios se converteram e começaram a pregar o antissemitismo. No começo, o Cristianismo era visto pelo Império Romano como uma ramificação do Judaísmo, por isso, era considerada uma religião lícita. Os judeus eram isentos do serviço militar e não eram obrigados a cultuar o imperador e nem os deuses pagãos. Todos os militares e políticos romanos eram obrigados a prestar culto ao imperador e sacrificar aos deuses e se eles se recusassem a fazer isso eram condenados a morte pelo Estado por alta traição. Mitra, o Sol Invencível (Solis Invictus), era o deus patrono do Exército Romano, e o serviço militar era cheio de práticas idolátricas. Infelizmente, existem religiosos imbecis (que dominam a Internet) que omitem esses fatos descaradamente, simplesmente, porque eles foram cegados pelo seu legalismo, fanatismo e fundamentalismo religioso. Eu acabei odiando os cristãos primitivos injustamente por causa de Testemunhas de Jeová e evangélicos idiotas que não sabem fazer outra coisa da vida a não ser usar uma imagem distorcida da Igreja Primitiva para propagar o legalismo religioso na Internet. Religiosos, desocupados e vagabundos, como, por exemplo, o Blogildo, o Thompson Rogério, o “irmão” Alex e outros hereges ficam deturpando a História e a Bíblia para sustentar e propagar o seu pacifismo doentio. Por isso, eu acabei caindo no erro de julgar os cristãos primitivos de forma injusta. Os “historiadores de Internet” que, muitas vezes, não chegaram nem a terminar o Ensino Fundamental. Quando é para pregar que as “coisas são do Diabo”, todo mundo é historiador e teólogo. É incrível!
No século I, quase todos os cristãos não se alistavam no Exército e nem ocupavam cargos públicos, entretanto, existiram militares e políticos cristãos nessa época sim; eram poucos, mas eles existiram. No século II, os cristãos começaram a se alistar em massa no Exército por causa das invasões bárbaras. Havia Pais da Igreja que tinham “tara” por demonizar e satanizar, compulsivamente, o serviço militar e a etnia judaica, mas também houve Pais da Igreja que defendiam os militares e os judeus cristãos.
Existiram autoridades cristãs na Igreja Primitiva apesar das práticas idolátricas que predominavam no Império Romano. O centurião Cornélio foi evangelizado pelo apóstolo Pedro e depois batizado ainda sendo um oficial romano. O carcereiro de Filipos se converteu e permaneceu em sua profissão (portando, a sua espada). Há várias provas arqueológicas e históricas que comprovam que o procônsul Lúcio Sérgio Paulo governou Chipre durante três anos e depois se tornou um curador em Roma. No século I, os cônsules, Acilius Glabrio e Flávio Clemente, foram martirizados, porque se recusaram a negar a Jesus. No século III, os oficiais romanos, Maurício (oficial de alto escalão), Marcelo (centurião), Sebastião (capitão da Guarda Pretoriana), Jorge (tribuno militar) e Expedito (comandante de uma legião), foram torturados e assassinados, porque se recusaram a negar a sua fé em Jesus Cristo.
Antes, de Flávio Valério Constantino chegar ao poder, era complicado para os cristãos se envolverem com o serviço militar e a política, portanto, tinha uma boa justificativa para os cristãos evitarem se envolver com o Estado. Jesus Cristo e Paulo ordenaram aos cristãos que pagassem os seus tributos e impostos sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro (1 Pedro 2:13-17) e Paulo (Romanos 13:1-7) afirmaram que a função das autoridades constituídas é castigar os malfeitores e enaltecer os homens que praticam o bem. Paulo afirmou, claramente, que as autoridades governamentais (Romanos 13:1-7) são estabelecidas por Deus e são ministros de Deus para castigar os bandidos, ou seja, Deus estabelece os reis da Terra (Daniel 2:20-21 e Daniel 5:20-21).
As Testemunhas de Jeová e os crentes fanáticos afirmam que os primeiros cristãos não comemoravam aniversários e o Natal, mas isso também é mentira. Existiram cristãos primitivos que comemoravam aniversários sim (como os nazarenos, os primeiros cristãos que eram judeus). Tinham os legalistas e intolerantes que condenavam, mas tinham os que não viam problema algum nisso. O Natal era comemorado por muitos cristãos, mas em datas diferentes. Espero ter desmentido os ensinamentos heréticos e diabólicos que certos religiosos fanáticos imbecis pregam por aí.

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