quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

SOBRE O MEU AUTISMO (SÍNDROME DE ASPERGER)


Filipe Levi
SOBRE O MEU AUTISMO (SÍNDROME DE ASPERGER)
Eu sempre me isolei durante a minha infância e adolescência, mas a minha igreja me ajudou muito na minha socialização. Os meus amigos de infância (todos homens) sempre foram leais a mim. Sempre tive dificuldade na escola (apesar de ter a inteligência acima da média e do normal). Sou muito bom na área de humanas, mas péssimo na área de exatas. Por ser um Asperger, sou obcecado por alguns temas (Bíblia, História da Igreja, armas, artes marciais, animes, videogames, e a luta entre o bem e o mal, ou seja, os heróis e os bandidos). Eu sempre sonhei em ser um herói, apesar de não ser um bom guerreiro (atualmente, sou Boxeador, um Pugilista, e até que tenho um pouco de habilidade no Boxe). Sou diagnosticado com tendência suicida e ansiedade e depressão crônicas. Tenho TEA (Transtorno do Espectro Autista). Já fui diagnosticado (diagnósticos errados) como psicopata, esquizofrênico, bipolar e Borderline (antes de saber que eu era autista, o Borderline era o mais aceito pelos médicos). Não queria ter nascido e nem existir, mas eu nasci e existo. Trato a morte, o Inferno e o Diabo com muita naturalidade. Não tenho medo de morrer e não busco a Deus por medo do Inferno, e sempre quis conhecer o Diabo para poder enfrentá-lo (a minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo). Eu sou obcecado pela luta entre o bem e o mal, ou seja, eu sou extremamente maniqueísta. O meu maior tema de obsessão é a Bíblia, a Palavra de Deus. Eu sou formado em História, isto é, eu sou historiador e professor de História. Sou formado na segurança privada (Vigilante Patrimonial) e em TI (Tecnologia da Informação). E me considero um teólogo autodidata. Tenho pesadelos com a escola até hoje. Eu prefiro sonhar com o Diabo e com bandidos e monstros do que com o colégio. Sempre tenho pesadelos com provas de matemática ou com as garotas me rejeitando. A escola realmente me traumatizou. O colégio foi a pior experiência que eu tive na minha vida (sem contar com a rejeição das garotas e com a perseguição religiosa por parte dos crentes safados). Eu sempre quis saber usar armas e saber lutar artes marciais para poder proteger os indefesos e nunca para subjugá-los. Eu sempre quis combater o mal e fazer o bem sem esperar nada em troca. Eu quero fazer o certo por ser o certo a se fazer. Eu evito fazer o errado não por medo de uma punição, mas eu evito fazer o mal por uma questão de consciência. Eu não faço o certo esperando uma recompensa em troca, mas faço o certo, porque acredito que é o certo a se fazer. Infelizmente, os religiosos são incapazes de compreender isso. Não tenho amor pela vida e não faço questão nenhuma de continuar vivo, mas já que estou vivo, quero viver para fazer a diferença. Espero ter ajudado.



O CENTRO DO EVANGELHO (JESUS)


Jesus é o centro do Evangelho! Independente se você for abençoado ou não. Independente se você tem um casamento feliz ou não. Independente se você tem dinheiro, bens materiais ou não. Independente se você é feliz ou não. Não importa o quanto o seu passado possa ter sido traumático. Quem te define é Cristo, e não o seu passado! Deus ainda é Deus! O Senhor mantêm as rédeas do curso da História em suas poderosas mãos! Deus sempre teve o controle da situação. Mesmo, que eu morra, Deus ainda será Deus. Mesmo que eu termine sozinho e abandonado, Deus ainda será Deus. Mesmo, que eu definhe até a morte, agonizando em angústia e dor, Deus ainda será Deus. Deus não precisa de mim para nada! Não posso barganhar com um Deus que não precisa de mim! Sou muito grato pelo privilégio que o Senhor me deu, Deus de Israel. Mesmo, que eu me ferre. Mesmo, que eu me lasque! Mesmo assim, eu serei leal ao Deus de Israel. Eu somente morrerei quando cumprir com o meu propósito, até lá, eu serei imortal. Quando a minha obra estiver completa, eu poderei descansar em paz. As pessoas precisam saber da Verdade. Que Jesus Cristo é o Único Caminho para se chegar até Deus. Jesus é o Messias anunciado pelos profetas do passado. Jesus é o Grande Libertador que Israel sempre aguardou. Ele é o Rei legítimo de Israel. Ele é o verdadeiro herdeiro do trono de Davi. O Messias que sofreu e morreu numa Cruz, para que você e eu fôssemos salvos da condenação do pecado e da morte eterna. Jesus Cristo é AQUELE QUE VENCEU A MORTE. A morte nunca foi problema para Jesus, pois Ele venceu a morte. Se você reconhecer o sacrifício de Jesus na Cruz por você, você herdará a vida eterna. O Messias Libertador, o Grande Salvador que veio nos salvar da imundice do pecado e do castigo eterno. Jesus é o Messias! Cristo é o Caminho para se chegar até Deus. (Filipe Levi)

O MESSIAS DAS ESCRITURAS (O JESUS VERDADEIRO)


Jesus não estava tão preocupado com o domínio dos conquistadores romanos, mas, sim, com os líderes religiosos "mercenários" que usavam o Santo Nome de Deus para explorar o povo. Jesus era agressivo e incisivo. Jesus era bravo e se revoltava com as coisas erradas. Jesus amava os oprimidos e criticava as injustiças que o povo sofria. Jesus xingava os fariseus e saduceus e desceu a chicotada nos cambistas lá no Templo de Jerusalém e ainda saiu chutando as mesas os expulsando do local. Jesus nunca foi Hippie e nem pacifista. O Messias que elogiou a fé e a integridade de um oficial romano, e que desprezou a religiosidade e o falso moralismo dos fariseus. O "AMIGO DAS PROSTITUTAS". O HOMEM SANTO QUE COMIA E BEBIA COM OS PECADORES. Jesus sempre combateu o legalismo religioso, o politicamente correto e a falsa moralidade. O "jesuis" que pregam por aí, NÃO É O JESUS DA BÍBLIA!!! O Jesus Cristo da Bíblia é o GRANDE LIBERTADOR DE ISRAEL (AQUELE QUE VENCEU A MORTE). Esse é o verdadeiro Jesus, o Jesus histórico, o Jesus da Bíblia. (Filipe Levi)


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O AMIGO DOS PECADORES (O AMIGO DAS PROSTITUTAS)


“Não julgueis segundo a aparência, e, sim, pela reta justiça”. (João 7:24)
Jesus (o "Hippie paz e amor") nos ensinou que devemos julgar sim, mas julgar segundo a reta justiça. O que isso quer dizer? Não devemos julgar pelas aparências, ou seja, muitas vezes a pessoa tem uma "aparência não muito convencional", como, por exemplo, a pessoa é "feminista", "homossexual", "prostituta", "gótica", "bruxa", "macumbeira", "ateu", mas tem caráter e integridade (muitas vezes, esses "grandes pecadores" tem mais princípios éticos e valores bíblicos do que muitas pessoas "religiosas" que foram criadas na igreja, mas que são podres e imundas por dentro). Jesus, o "AMIGO DOS PECADORES", o "AMIGO DAS PROSTITUTAS". O MESSIAS QUE COMIA E BEBIA COM OS PECADORES. O "REBELDE" QUE AFRONTAVA OS RELIGIOSOS HIPÓCRITAS E FALSOS MORALISTAS DE SUA ÉPOCA. Deus valoriza muito mais o coração sincero e humilde de um “publicano” do que de um “fariseu” soberbo e arrogante que se acha mais santo (superior) do que os outros. O Jesus da Bíblia veio salvar os doentes, os pecadores. O Jesus da Bíblia ama os fracos e oprimidos. O Jesus da Bíblia sempre criticou a injustiça e a opressão. O Jesus da Bíblia tem senso de justiça, porque Ele é o GRANDE LIBERTADOR DE ISRAEL (AQUELE QUE VENCEU A MORTE). Jesus também é conhecido como o Senhor dos Exércitos e como o Sol da Justiça. Esse é o Verdadeiro Jesus. Esse é o Jesus da Bíblia. (Filipe Levi)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

REFUTANDO OS ARGUMENTOS BÍBLICOS DOS PACIFISTAS:


REFUTANDO OS ARGUMENTOS BÍBLICOS DOS PACIFISTAS:

Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles. Para se compreender a Bíblia é preciso lê-la em seu contexto histórico e cultural. Sempre devemos ler os capítulos inteiros inseridos em seu contexto.

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13) 

Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o pacifismo. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. A Igreja (instituição religiosa) não deve se engajar em lutas armadas, mas o Estado (que é ministro de Deus) tem a obrigação de lutar nas guerras físicas. A guerra da Igreja é espiritual; e a guerra do Estado é física. Paulo não era bipolar e nem esquizofrênico, ou seja, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)

Os fariseus deturpavam as leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente eram na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo a represália do indivíduo. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo.

 “Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)

Cristo não fez apologia ao pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse. O próprio Cristo ordenou a Pedro para que ele comprasse aquela espada. Jesus devia cumprir com a profecia a seu respeito e Pedro quis impedir o cumprimento dessa profecia. Jesus não disse para Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconhece que o Estado tem o poder da espada para castigar os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).

“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)

Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:

Quase todos os cristãos nunca compreenderam o sexto mandamento “não matarás”. A tradução correta do sexto mandamento é “não assassinarás”. Os religiosos alienados usam e abusam da tradução errada desse mandamento para ficarem atacando pedras nos guerreiros que matam para se defenderem ou para protegerem os indefesos. O verbo hebraico “ratsach” usado nesse mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “não matarás”, se no sexto mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar).

AS OPINIÕES DOS APÓSTOLOS E DO MAIOR DE TODOS OS PROFETAS:

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirma exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel ensinou, ou seja, de que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus. Paulo ainda vai mais além, pois ele também disse que o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores. Paulo não só considera as autoridades legítimas, como também diz que os governantes, magistrados e soldados têm a autorização de Deus para usarem a espada para castigar os maus. A palavra grega usada para espada é “machaira” que é um símbolo da pena capital. Paulo indica que era a favor da pena de morte quando usa a espada como símbolo da punição do Estado.

Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava.

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)


João Batista, o precursor do Messias, e o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho do soldado, pois ele mesmo batizou alguns militares e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra. Portanto, a opinião dele é válida. João Batista não era um qualquer, mas era o precursor do Messias, isto é, o homem que preparou o caminho para Jesus; e ele foi o maior profeta que já existiu. Portanto, João Batista sabia o que estava fazendo quando batizou aqueles soldados.


A "visão" que o mundo e a Igreja têm de Jesus é totalmente distorcida do Jesus verdadeiro revelado nas Escrituras. As pessoas enxergam Jesus como um tipo de "Hippie", um "grande pacifista", ou o "Bob Marley", menos o Messias relatado na Bíblia. O Jesus da Bíblia era desbocado (Ele era boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia se indignava com as coisas erradas e criticava as injustiças que o povo sofria. O Jesus da Bíblia xingava, insultava e ofendia os fariseus e os saduceus (os religiosos hipócritas e falsos moralistas da época). O Jesus da Bíblia tinha compaixão pelos "pecadores" e amava os desamparados e os oprimidos. O Jesus da Bíblia elogiou a fé e a integridade de um militar, mas desprezou a religiosidade hipócrita e o falso moralismo dos fariseus. O Jesus da Bíblia era conhecido como o "AMIGO DAS PROSTITUTAS" (o amigo das "putas" mesmo). O Jesus da Bíblia comia e bebia com os "pecadores", porque Ele era o "AMIGO DOS PECADORES". O Jesus da Bíblia (segundo os fariseus) tinha o Diabo no corpo, porque Ele expulsava os demônios em nome de Belzebu. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e saiu chutando as mesas lá no Templo de Jerusalém. Viram como o Jesus da Bíblia é um "Hippie e grande pacifista"? Quando uma mentira é dita mil vezes, ela se torna numa "verdade". Assim, se constrói uma construção ideológica.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.





domingo, 28 de janeiro de 2018

TRADIÇÕES HUMANAS (TRADIÇÕES DE HOMENS)


O verdadeiro contexto de Efésios 4 nunca foi sobre "xingamentos e palavrões". Os fariseus legalistas com certeza irão me acusar de eu querer distorcer a Bíblia para forçá-la a pregar o que eu quero (porque os legalistas fazem isso, então, eles acham que os outros fazem também). Palavra "torpe" significa palavra "enganosa ou desonesta" e o verdadeiro contexto de Efésios 4 se refere a conversas fúteis (tipo, as conversas de muitos crentes que adoram pregar que tudo é do Diabo, mas adoram publicar e compartilhar futilidades, ou seja, nada que seja proveitoso e útil). O próprio Deus cansou de chamar os falsos profetas e líderes religiosos mercenários de filhos de prostitutas e de filhos de meretrizes (de filhos da puta mesmo). O próprio Jesus (o "Hippie paz e amor") vivia xingando, insultando e ofendendo os fariseus e saduceus (isso porque Jesus é só "paz e amor" e não tem senso de justiça). Tipo, a tradição de que Levítico 19:28 está satanizando tatuagem (sendo que o contexto se refere a uma prática pagã em que alguns povos se autoflagelavam em homenagem aos seus entes queridos mortos, ou seja, o contexto desse capítulo nem sequer está falando de tatuagem). Tipo, que se te "baterem na face direita ter que oferecer a outra", mas arrancar o olho direito e cortar a mão direita ninguém quer (o contexto é alegórico, ou seja, é puro simbolismo). Na Igreja Primitiva tiveram inúmeros cristãos primitivos que se castraram (cortaram a piroca fora mesmo), porque interpretaram essas passagens bíblicas no sentido literal, ou seja, eles não sabiam o básico da exegese (como muitos “doutores e teólogos” de hoje também). Muitas coisas que são ensinadas na Igreja como sendo “pecados”, são tradições humanas, ou seja, tradições de homens, porque a própria Bíblia, a Palavra de Deus, nunca ensinou que tais práticas são pecados (são pecados só na cabecinha dos fariseus legalistas mesmo). (Filipe Levi)

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

A HIPOCRISIA DO RELIGIOSO LEGALISTA


Quando o crente é legalista e santarrão demais, desconfie dele, porque com certeza ele peca escondido, e banca o "santão" para poder disfarçar para que ninguém descubra os seus pecados ocultos. O legalista adora impor um padrão de falsa santidade e de falso moralismo para os outros que nem ele mesmo consegue viver. O legalista adora apontar o seu dedo imundo para os outros para cobrar das pessoas o que ele mesmo não vive. O legalista costuma ver o Diabo em todo lugar, menos onde Satanás realmente está. Para o legalista tudo é pecado, menos o pecado. O legalista pensa que Deus (que dá a sabedoria e o entendimento para os homens, que fez o olho, o ouvido e a boca) é cego, surdo e burro. O legalista pensa que Satanás, o Diabo, (o olho que tudo vê, o Tinhoso, o Astuto) também é cego, surdo e burro. O legalista insulta a inteligência de Deus e do Diabo, como se o Altíssimo e o ex-querubim fossem idiotas, quando o idiota nessa história é o próprio legalista. O legalista pode enganar a própria família, os colegas de trabalho, os colegas da escola, os colegas da faculdade e até os "irmãos" da Igreja, mas a Deus e ao Diabo, o legalista nunca conseguirá enganar. O legalista, cego por sua própria hipocrisia, engana a si mesmo, pensando que ficará impune de seus crimes, quando mais cedo ou mais tarde, Deus o castigará por todos os seus crimes e pecados ocultos. (Filipe Levi)


O CIRCO GOSPEL


Vocês, religiosos legalistas e safados, bancam os "santos" dentro das igrejas, mas fora pecam escondidos. Vocês ficam com uma "falsa reverência" e "liturgia religiosa" pra cima de Deus (como se Deus fosse otário), porque vocês, seus hipócritas e falsos, não se importam com o que Deus acha, pensa ou sente, ou seja, vocês estão "andando e cagando" para a opinião de Deus. Vocês pensam que Deus é idiota? Vocês pensam que Deus é palhaço? A Igreja por acaso é um circo e Deus é o PALHAÇO E O BOBO DA CORTE para entreter e divertir vocês? Quem fez o olho não verá? Quem fez o ouvido não ouvirá? Quem dá o conhecimento, a inteligência, o entendimento, a ciência e a sabedoria para os homens, não saberá? Vocês não buscam a Deus porque gostam e se importam com Ele, vocês o buscam, porque VOCÊS SÃO UNS COVARDES E CAGÕES QUE TEM MEDO DO DIABO E DO INFERNO!!! Vocês pregam uma FALSA SANTIDADE, e não santidade bíblica! Vocês não podem enganar a Deus e nem o Diabo. Quem fez o olho não é cego e o "olho que tudo vê" também não. Deus conhece os seus pensamentos e as intenções dos seus corações. Vocês pensam que fazem Deus e o Diabo de idiotas, mas na verdade, os idiotas são vocês. (Filipe Levi)

O PECADO É UM VÍRUS


O pecado torna as pessoas em criaturas irreconhecíveis. Pessoas que eram íntegras e boas, se tornam em pessoas depravadas e cruéis. O pecado é um vírus, uma doença que infecta as pessoas, as levando a morte (morte eterna). O salário do pecado é a morte. A hipocrisia e a falsidade também são pecados. Há diferença entre legalismo religioso e santidade bíblica. O Velho Adão (o Velho Homem) é o nosso maior inimigo, o nosso demônio interior. Infelizmente, é mais fácil pregar o Evangelho para as pessoas do mundo do que para os próprios evangélicos. Os "pecadores" do mundo tem mais humildade para ouvir sobre a Palavra de Deus do que os "religiosos santos" que acreditam que alcançarão a Salvação por meio de sua "falsa santidade", e não pela Graça. O coração do homem é enganoso, portanto, não devemos confiar em nosso coração. O pecado é uma epidemia viral que se alastra sobre a Terra, levando todos os homens a morte. O pecado é uma doença que contamina as pessoas, as levando a perdição. Mas, existe uma cura. O Nome dessa cura é Jesus. O sangue de Jesus é a cura. (Filipe Levi)



A FÉ FINGIDA


Há diferença entre a pessoa dissimulada (hipócrita e falsa) que leva as coisas de Deus na brincadeira e que pouco se importa com o que Deus pensa ou acha, ou seja, aquele religioso safado que não se importa com a opinião de Deus; e a pessoa que ama verdadeiramente a Deus, que tenta obedecer aos Mandamentos da Bíblia, que se esforça para buscar a santidade, mas sempre acaba falhando por causa da fraqueza de sua carne e do poder do pecado. Há diferença entre o religioso legalista e hipócrita que se acha melhor (superior) e pensa que é mais santo do que os outros, e o cristão verdadeiro que se esforça para fazer a vontade de Deus, mesmo constantemente caindo e falhando. O eleito, predestinado e escolhido por Deus busca a Deus por amor e por gratidão, mas o religioso hipócrita e falso moralista busca a Deus por medo do Inferno e do Diabo. Essa é a grande diferença entre o falso "cristão" e o verdadeiro cristão. (Filipe Levi)



O VERDADEIRO CAMPO DE BATALHA


O verdadeiro campo de batalha de todo ser humano é a mente. Satanás atua principalmente usando sugestões diabólicas ocultamente as infiltrando nas mentes das pessoas. O verdadeiro contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja (isso não invalida a luta do Estado, que é ministro de Deus, ensinado em Romanos 13). O primeiro alvo do ataque de Satanás será sempre uma necessidade física sua. O Diabo é o Pai da Mentira, mas muitas vezes, ele distorce a verdade ou não a conta totalmente para poder enganar as pessoas (assim, como ele fez com Adão e Eva no Jardim do Éden). Lúcifer costuma usar muito as Escrituras (as distorcendo totalmente usando versículos bíblicos fora de seus verdadeiros contextos apenas para pregar o que lhe é conveniente, claro). Eu sou um "pouquinho" mais esperto do que a grande maioria dos evangélicos, mas ainda tenho a mera impressão de que o Diabo é muito mais esperto do que penso, acho e imagino que ele seja. Estudem a Bíblia, a Palavra de Deus! Procurem ter comunhão com Deus! Busquem a santidade (santidade bíblica, e não o maldito legalismo religioso hipócrita)! Busquem ter um verdadeiro e sincero relacionamento com Deus! Assim, vocês sairão vitoriosos contra o Diabo e seus anjos. (Filipe Levi)


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A VERDADEIRA BATALHA ESPIRITUAL


Os "cristãos" que costumam bater de frente com Satanás, o Diabo, acabam cometendo o grande erro de se tornarem religiosos fanáticos e legalistas. Esses tolos ficam tão obcecados pelo Diabo, que ficam vendo o Capiroto em todo lugar. Os inquisidores da Idade Média cometeram esse grande erro, e, hoje, o Movimento Batalha Espiritual faz a mesma "cagada" que a Inquisição fez no passado. Nós, cristãos, devemos nos basear somente nas Escrituras (na Bíblia, a Palavra de Deus), e não em ocultismo e feitiçaria. Mandingas e magia não funcionam contra Satanás, o Diabo. Somente o Poder da Palavra de Deus (Bíblia) pode detê-lo. Nós, crentes em Jesus, devemos obedecer aos Mandamentos de Deus e buscarmos a santidade (santidade bíblica, e não o legalismo religioso). Nós precisamos procurar termos um relacionamento verdadeiro com Deus. Repito, mandingas e feitiçaria não causam nenhum dano no Diabo, mas, sim, o Poder de Deus, o Poder de sua Palavra, o Nome de Jesus, apenas isso pode atingir Satanás. Nós não devemos queimar às "bruxas" na fogueira, mas, sim, precisamos salvá-las das garras de Satanás. Somente uma vida consagrada a Deus e um profundo conhecimento das Escrituras (boa base teológica) é capaz de nos capacitarmos para combater o Diabo e seus anjos. (Filipe Levi)


AS TRÊS VIRTUDES


Existem três virtudes que os homens nunca devem esquecer: serviço, compaixão e disciplina. Os homens devem se dedicar ao serviço que eles foram designados para fazer. Nós devemos fazer o trabalho com perfeição, pois se for para fazer de qualquer jeito, nem comece. O homem esforçado e dedicado se dará bem em tudo o que fizer. Nós devemos ter compaixão pelos mais fracos e desamparados, pois o nosso dever é proteger os indefesos e lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Nós devemos ter disciplina, pois temos que sermos altamente disciplinados em tudo o que fizermos. O bom guerreiro deve ser disciplinado e dedicado em tudo o que fizer (principalmente, naquilo que ele ama fazer). O serviço, a compaixão e a disciplina são as virtudes de um homem de verdade, de um homem que tem hombridade e integridade e que dedica a sua vida lutando em nome da honra. (Filipe Levi)


PONTOS DE LUZ NO ESCURO


Existem pessoas que são pontos de luz no escuro. Pessoas boas que fazem a diferença nesse mundo decaído e pervertido. Homens e mulheres que ousam questionar as coisas erradas e fazer a diferença. Pessoas que se importam mais com os outros do que consigo mesmas. O herói, apesar de toda a escuridão que tem dentro de si, ainda a chama da esperança queima em seu coração. A sua luz interior ilumina o seu caminho para combater o mal e fazer justiça aos oprimidos. Os heróis são homens que vivem e morrem em nome da honra. O cavaleiro prova o seu valor por meio dos seus atos. O verdadeiro herói é aquele que usa os seus punhos e as suas armas somente para lutar em nome da justiça; não justiça para si mesmo, mas justiça para aqueles a quem o herói jurou proteger. (Filipe Levi)


EU SOU UMA ARMA


Eu sou apenas uma ferramenta. Eu sou apenas um instrumento. Eu sou uma arma. Hoje, vejo alguma utilidade para a vida do Filipe Levi. Por isso, que ainda me mantenho vivo. Pensamentos de suicídio e de morte me assombram todos os dias, mas, agora, consigo enxergar o meu propósito. Não tenho expectativa no futuro. Não sonho em casar e nem em constituir família. Eu vivo para a justiça, e morrerei pela justiça. Esses tolos não entendem e não sabem nada da honra de viver e morrer pela espada. Desejo morrer de forma altruísta. Quero ter uma morte honrada. Almejo me sacrificar por um bem maior. Eu sou apenas uma ferramenta nas mãos de Yahweh. Até cumprir com o meu propósito, eu serei imortal, até lá, combaterei o bom combate. É honroso morrer em batalha. Quero deixar o meu legado registrado na memória das gerações futuras. Quero ser lembrado como alguém que fez a diferença. (Filipe Levi)

QUERO FAZER A DIFERENÇA


Sempre fui diferente da maioria dos jovens de minha idade. Sempre fui apaixonado pela Bíblia, a Palavra de Deus. Desde pequeno, devido às injustiças e covardias que presenciei comigo e com outras pessoas, adquiri um senso de justiça muito forte. Sempre quis aprender a lutar e a combater para proteger os fracos, e nunca para afligi-los. Apesar de ser jovem (sou muito desprezado por velhos soberbos e arrogantes por causa de minha idade), tenho muito mais conhecimento acadêmico, histórico e teológico do que muitos "doutores" arrogantes que se acham por aí. Eu posso ter TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), mas sou diferente dos "autistas clássicos", ou seja, a minha inteligência é acima da média. Odeio hipocrisia religiosa e falso moralismo. Nunca suportei a falsidade das pessoas. Não quero ser mais um jovem fútil que vive nas "baladinhas paquerando as gatinhas", tampouco, quero ir a Igreja só para paquerar as "menininhas". Quero fazer o que os crentes não têm peito para fazer. Quero fazer o que os evangélicos não querem fazer (porque preferem viver suas vidinhas medíocres somente olhando para o seu próprio umbigo). As pessoas somente costumam se revoltar com as injustiças que elas mesmas sofrem, mas nunca se importam com a dor dos outros. As pessoas geralmente são tão mesquinhas que são incapazes de se colocarem no lugar do outro (só sabem pensar nelas mesmas). Precisamos de homens e mulheres que sejam mais altruístas e que se importem mais com os seus semelhantes (não só com os bandidos, mas com os inocentes também). O mundo e a Igreja precisam de pessoas que estejam dispostas a viver e a morrer lutando por causas justas e motivos nobres. Tenho formação acadêmica em História. Pensam que quero apenas fazer História? História, não. Eu quero fazer a diferença. (Filipe Levi)

HÁ DIFERENÇA ENTRE SER PACIFICADOR E SER PACIFISTA


Jesus Cristo, Mahatma Gandhi, Martin Luther King e Albert Einstein nunca pregaram a omissão diante do mal, pelo contrário, eles sempre pregaram contra isso. Esses homens nunca pregaram que ser da "paz" e "amar" é se omitir perante as coisas erradas. Eles nunca foram pacifistas, mas, sim, pacificadores. Há diferença entre ser pacificador e ser pacifista. Há diferença entre ser justo e ser idiota. Há diferença entre ser correto e ser retardado. Há diferença entre ser da paz e ser covarde. Há diferença entre amar e se omitir. Há diferença entre lutar pelo que é certo e acobertar os erros dos malfeitores. (Filipe Levi)

A FARSA DO RELATIVISMO


O relativismo é um ensinamento extremamente diabólico. Satanás convenceu o mundo e muitos da Igreja de que não existe o certo e o errado, e que se alguma coisa te faz feliz é o que importa. O Diabo sempre tornando o errado em certo, o mal em bem, o profano em santo e o diabólico em "bonitinho". O que importa é fazermos a vontade de Deus, e não se isso nos faz feliz ou não. Quem diz isso é um cara depressivo, com tendência suicida e que sempre se ferrou na vida. É óbvio que eu gostaria de ser feliz e que tudo desse certo na minha vida, mas eu prefiro me ferrar fazendo o que é correto. Eu prefiro levar a pior fazendo o que é certo, do que passar para o lado do Diabo. John Bunyan disse que o ímpio pode encontrar a felicidade no pecado e até ir para a cova feliz, mas um minuto no Inferno fará o ímpio esquecer de toda a alegria momentânea que ele viveu aqui na Terra. Não que eu busque a Deus por interesse para ganhar alguma vantagem em troca (jeitinho brasileiro) ou porque eu tenho "medinho" do Diabo e do Inferno, mas, sim, porque eu busco a Deus por amor. Você, relativista, querendo aceitar ou não, o certo e o errado existem! Você, relativista, querendo aceitar ou não, o bem e o mal existem. Você, relativista, querendo aceitar ou não, Deus e o Diabo existem. Você relativista, querendo aceitar ou não, o Céu e o Inferno existem. Você se recusar a acreditar que o Diabo existe, porque você é um covarde, medroso e cagão, não fará o cara deixar de existir. Você ignorar a existência do Inferno, porque você tem "medinho" de ir para lá, se você morrer sem Cristo, você irá para lá do mesmo jeito, você acreditando ou não. (Filipe Levi)

A PUNIÇÃO ETERNA (O CASTIGO ETERNO)


O homem mau pode até parecer que está vivendo na impunidade, mas se a justiça dos homens não castigá-lo por seus crimes (Romanos 13:1-7), a justiça de Deus o alcançará. Se as autoridades estabelecidas por Deus não punir o malfeitor, Deus vai. Quando as portas do Inferno se fecharem, os seus privilégios irão acabar. Todos os crimes e maldades que você praticou cairão sobre você, seu maldito! Você que mata inocentes só por diversão. Você que estupra mulheres indefesas, porque se acha o "machão". Você que abusa de criancinhas as escondidas. Você que oprime e humilha a sua mulher. Você que espanca e humilha os seus filhos. Você que rouba o órfão e a viúva e todos os necessitados. Você que explora os pobres e desamparados e que subjuga quem não tem chance contra você. Quando as portas do Inferno se fecharem, os seus privilégios irão acabar. As chamas do Inferno te aguardam, seu maldito! O Diabo e seus anjos te esperam para você sofrer junto com eles por toda a eternidade. Você que pensava que ficaria na impunidade, que o seu dinheiro e seu poder seriam o seu escudo, terá toda a eternidade para se arrepender, sofrendo e agonizando amargamente, em tormento e dor, por tudo o que você fez os inocentes e indefesos passarem. Você pode continuar se divertindo roubando os pobres, oprimindo, humilhando e violentando os fracos e indefesos, só não se esqueça, que quando você morrer, o Inferno te aguarda. (Filipe Levi)

NÃO EXISTE PERFEIÇÃO NESTE MUNDO


Não existe perfeição neste mundo. O nosso objetivo é superar aqueles que vieram antes de nós. A perfeição é uma meta inalcançável. Nós nunca seremos perfeitos aqui na Terra, mas devemos sempre procurar melhorar e nos aprimorar, sermos pessoas melhores. Nós devemos superar aqueles que vieram antes de nós, e não cometermos os seus mesmos erros. Devemos aprender com a História. Devemos aprender com o passado, para podermos criar um mundo melhor para os próximos que virão depois de nós. Devemos perpetuarmos os nossos nomes. Os nossos nomes devem ficar registrados na História, como aqueles que ousaram fazer a diferença quando todos queriam ser iguais. Nunca seremos perfeitos, mas devemos procurar chegar o mais próximo da perfeição. (Filipe Levi)


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

CONHECI O VERDADEIRO JESUS FORA DA IGREJA


Conheci o Verdadeiro Jesus fora da Igreja (não sou desigrejado, menos ainda desviado). Diante de tanta hipocrisia e falso moralismo, eu resolvi por conta própria procurar saber quem era realmente Jesus, o Jesus histórico, o Jesus da Bíblia. Descobri que Jesus nunca foi "Hippie" (estou sendo irônico e sarcástico, porque me refiro ao Jesus "paz e amor", pois não tenho nada pessoal contra os Hippies). Jesus nunca foi "um grande pacifista", ou seja, Jesus nunca se omitiu diante do mal ou ficou acobertando as coisas erradas. O Jesus da Bíblia tinha um senso de justiça muito forte. O Jesus da Bíblia criticava as injustiças e a opressão contra os inocentes. O Jesus da Bíblia amava os fracos e oprimidos. O Jesus da Bíblia era bocudo (desbocado, boca suja mesmo). O Jesus da Bíblia vivia xingando, insultando e ofendendo os fariseus e saduceus (os religiosos velhos, safados e legalistas da época). O Jesus da Bíblia preferia a companhia das “prostitutas” do que ter que aturar a hipocrisia e a falsa moralidade dos religiosos. O Jesus da Bíblia pegou um chicote nas mãos e desceu a chicotada nos cambistas e religiosos safados que usavam o Nome de Deus para fazer comércio lá no Templo de Jerusalém. O Jesus da Bíblia é realmente e verdadeiramente altruísta, porque mesmo sendo Deus, Ele se fez homem (Ele se importa mais com os outros do que consigo mesmo). Jesus sofreu e morreu numa Cruz, agonizando, dolorosamente, e sangrou até morrer, por amor (não para mostrar o quanto somos preciosos, mas, sim, para mostrar o quanto somos depravados). A Salvação é pela Graça (não pelas obras). Jesus é o Único Caminho para se chegar até Deus (não existe outro caminho). Cristo é a ponte entre Deus e o homem. O pecado separou os homens de Deus, mas Jesus Cristo veio reconciliá-los, por meio do seu sacrifício na Cruz. Jesus está vivo! O Messias ressuscitou! Cristo tem as chaves do Inferno e da morte. Jesus venceu a morte, para nos libertar do pecado. Existe uma cura para a epidemia viral que se alastra sobre a Terra (a doença degenerativa, o vírus mortal chamado pecado). O sangue de Jesus é a cura. (Filipe Levi)

ÓDIO GRATUITO (BANDO DE HIPÓCRITAS)


Pelo visto, o fato de eu ter personalidade (não ser Maria vai com as outras), ter opinião própria, não ser vaquinha de presépio e saber dizer não, desperta um verdadeiro e latente ódio das pessoas contra mim. Não posso agradar todo mundo mesmo, porque se eu concordo com um grupo, outros grupos irão me odiar (puro ódio gratuito). Se eu ensino o que a Bíblia, a Palavra de Deus, realmente de fato ensina (santidade bíblica e não legalismo religioso) eu desperto o ódio dos "crentes pacifistas" que rogam pragas e maldições contra mim (em nome da paz e do amor, claro). Se as pessoas (principalmente, os religiosos) me odiassem, porque eu faço o mal, eu até entenderia, mas esses religiosos me odeiam e me desejam mal, justamente, porque eu critico as injustiças e a opressão contra os inocentes e prego contra a omissão diante do mal. (Filipe Levi)

O JESUS VERDADEIRO (O JESUS DA BÍBLIA)


O Jesus Verdadeiro (o Jesus da Bíblia) era conhecido como o "AMIGO DOS PECADORES", o "AMIGO DAS PROSTITUTAS". O Homem Santo que se assentava a mesa com prostitutas e ladrões. Ele comia e bebia com os pecadores. Jesus preferia a companhia das “putas” do que ter que suportar a hipocrisia e o falso moralismo dos religiosos. Esse é o Jesus que os crentes não querem que as pessoas conheçam. Esse é o Jesus da Bíblia! De todos os homens maus, os homens maus religiosos são os piores. Pessoas religiosas que fazem mau uso do Nome de Deus são piores do que a escória, são muito piores do que os criminosos comuns. Religiosos como "Alexander Isaac's", "Caifás", e "Bórgia", conheço vários assim. Esses cães e porcos, lobos devoradores, que usam o Nome de Deus (Jesus) para sacanear os outros. Tem gente que pede para ir para o Inferno. Esses religiosos mercenários, crentes safados, pessoas dissimiladas e canalhas que só sabem fazer maldade para os outros. São todos santos dentro das igrejas, mas fora, são verdadeiros demônios do Inferno. Os maiores inimigos do Evangelho são os próprios evangélicos. Os crentes são os maiores inimigos da Cruz de Cristo. Quando você quer fazer o que é certo, quando você quer fazer a coisa certa, parece que o Universo conspira contra você. Eu estou cansado, muito cansado. Quando tudo piorar de vez, as coisas começarão a melhorar. (Filipe Levi)




segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O VERDADEIRO BANDIDO (O SÍMBOLO DOS ÍMPIOS, O VILÃO DE GIBI)


O verdadeiro bandido (gangster) nunca quer chamar a atenção. A última coisa que um bandido de verdade quer é chamar a atenção das autoridades e da mídia. O mafioso (bandido esperto) prefere se infiltrar no Estado por meio da corrupção do que entrar em confronto direto com as autoridades. Assim, Satanás, o Diabo, faz com a Igreja. Lúcifer sabe que é muito mais eficiente semear o joio no Reino de Deus do que tentar arrancar o trigo. Ele mudou a sua estratégia, ou seja, Satanás sabe que terá mais êxito se tornando "membro" da Igreja do que bater de frente diretamente. Por meio de heresias, como, por exemplo, "macumba gospel" e "Satanismo gospel" (Movimento Batalha Espiritual), "Teologia da Prosperidade", "politicamente correto", "Pacifismo", "omissão", “conformismo”, “paz e amor” e a “legitimação da opressão” (só contra os mais fracos e indefesos), Satanás tem corroído os alicerces da Igreja. O maior trunfo do Diabo foi convencer o mundo de que ele não existe, porque assim, ele fica livre para fazer o que bem entender, pois ninguém ousará se opor a ele. (Filipe Levi)

SER A VOZ DAQUELES QUE NÃO PODEM FALAR


Os "velhos hipócritas e falsos moralistas" estufam o peito e enchem a boca para falar "que na minha época era diferente". Claro, antigamente mulher apanhava do marido e tinha que ficar quieta. Naquela época, criança, adolescente e jovem eram espancados, oprimidos, humilhados e violentados, e não podiam achar ruim, porque os pais os “sustentavam e pagavam as contas de casa”. Naquela época, as mulheres eram desrespeitadas e agredidas pelos homens, e não podiam reclamar, porque “mulher é tudo vagabunda e tem que comer mesmo”. Naquela época, o racismo era descarado, porque "preto é tudo bandido", só os "brancos é que são trabalhadores honestos, ou seja, só branco que é bom pra caramba". Naquela época, "ovelha" não podia reclamar de "pastor mercenário”, senão ia queimar nas chamas do Inferno do Satanás, porque pastor é "tudo ungido do Senhor". Naquela época, os corruptos podiam roubar na cara-de-pau, que não tinha problema, porque quem é honesto tem que se foder mesmo, porque o mundo é dos "espertos". (Filipe Levi)

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O GOVERNO DE DEUS


Filipe Levi 01/01/17
O GOVERNO DE DEUS

INTRODUÇÃO:

O tema guerra sempre foi muito polêmico no Cristianismo, pois desde a Igreja Primitiva esse tema é discutido. Alguns Pais da Igreja demonizaram o serviço militar, mas outros Pais da Igreja defenderam a guerra justa abertamente. Devido ao culto imperial e os sacrifícios aos deuses, a maior parte dos cristãos se recusaram a se alistar no Exército. Os cristãos primitivos começaram a se alistar em grande número no Exército a partir do ano 170, durante o reinado do imperador Marco Aurélio, por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos. O serviço militar era voluntário na época em que Roma estava em paz. Todos sabem que o Antigo Testamento ordenava até a pena de morte, e apoiava abertamente as guerras. Então, é lícito os cristãos hoje participarem de guerras, quando elas são travadas por razões justas? Neste artigo, pretendo mostrar as opiniões dos grandes teólogos da História do Cristianismo e o que a Bíblia diz a esse respeito.
No século I, o Cristianismo era visto como uma ramificação do Judaísmo (religião lícita para o Império Romano). Os judeus não eram obrigados a prestar culto ao imperador, nem sacrificar aos deuses pagãos, e eram isentos do serviço militar. Por causa disso, os cristãos primitivos nas primeiras décadas do primeiro século não tiveram problemas com o governo romano. No princípio, quem perseguia os primeiros cristãos era o Sinédrio, ou seja, os fariseus (os religiosos fanáticos e fundamentalistas da época). O apóstolo Paulo foi um grande perseguidor da Igreja, a mando do Sinédrio. No ano 64, com o incêndio terrível que devastou Roma, Nero, acusou os cristãos de tê-lo provocado, por isso, começou a primeira perseguição estatal contra os cristãos.
Há três pontos que devo destacar sobre o fato de quase todos os primeiros cristãos não terem se alistado no Exército e nem terem ocupado cargos públicos até o final do século II (existiram cristãos no Exército e ocupando cargos públicos antes do ano 170 sim, mas eram poucos). Em primeiro lugar, o culto imperial, os sacrifícios aos deuses, as práticas idolátricas nas cerimônias cívicas e religiosas, os juramentos pelos deuses, e a perseguição estatal contra o Cristianismo, dificultavam que os cristãos se envolvessem com o Estado. Em segundo lugar, as guerras que o Império Romano promovia não eram para a defesa da nação, mas, sim, para oprimir e escravizar outros povos através da força militar. Em terceiro lugar, Jesus Cristo, João Batista, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, nunca demonizaram o serviço militar e a política, pelo contrário, esses homens santos reconheciam a legitimidade e a necessidade de se existir um Estado para poder manter a lei e a ordem na sociedade. Jesus e Paulo ordenaram aos cristãos pagarem todos os seus impostos, sabendo que o dinheiro era usado para a manutenção do Exército. Pedro e Paulo ensinaram à submissão as autoridades governamentais e reconheceram que é a função do governo castigar os malfeitores e louvar os cidadãos de bem.
Neste artigo, mostrarei os argumentos bíblicos a favor do serviço militar e da política, e também as opiniões dos apóstolos, dos Pais da Igreja, e dos reformadores sobre esses assuntos tão polêmicos. Mostrarei que o pacifismo não é bíblico, pois a Bíblia, a Palavra de Deus, nunca apoiou tal ideologia, mas, sim, sempre defendeu o direito das pessoas inocentes se defenderem de agressores injustos, e de que é o dever do Estado punir os maus e louvar os bons.

A OPINIÃO DO PROFETA DANIEL:

       “Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos”. (Daniel 2:20-21)
O profeta Daniel foi bem claro quando afirmou que Deus remove os reis e estabelece os reis, ou seja, Deus levanta os reis e derruba os reis do poder como bem entende. Há outra parte do Livro de Daniel que também fala a esse respeito.
"Mas, quando o seu coração se tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de seu trono real e despojado da sua glória. Foi expulso do meio dos homens e sua mente ficou como a de um animal; ele passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se molhava com o orvalho do céu, até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer". (Daniel 5:20-21)
O profeta Daniel, que também era um governante a serviço de Deus, declarou várias vezes (isso está registrado no Livro que leva o seu nome) que Deus tem o domínio sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem Ele quer. Deus tem o total controle sobre os reinos da Terra, porque Ele é o verdadeiro Rei das Nações.

JESUS E AS AUTORIDADES DO SEU TEMPO:

“Jesus, aquele a quem em tudo devemos imitar, veio ao mundo em uma época difícil. O seu país estava sob o domínio do poderoso Império Romano e muitos dos direitos dos cidadãos do seu povo não eram respeitados. César era o soberano senhor de um vasto império e mantinha o poder com mão de ferro. Além disso, as autoridades religiosas do seu país haviam se corrompido a tal ponto que foi preciso Ele fazer uma "limpeza" no Templo expulsando os camelôs e os cambistas de lá.
Contudo, por pelo menos duas vezes, Jesus defrontou-se com momentos decisivos na área de submissão a autoridade. A primeira delas foi quando os cobradores do imposto do Templo confrontaram a Pedro perguntando se Jesus pagava ou não o imposto das duas dracmas (Mt 17:24-27). A segunda foi quando alguns espertalhões, que o queriam pegar em cilada, lhe perguntaram se era certo ou não pagar imposto a César (Mt 22:15-22; Mc 12:13-17; Lc 20:20-25).
Na primeira ocasião, Jesus disse a Pedro, que fosse ao mar e lançasse o anzol, pois no primeiro peixe que ele fisgasse teria uma moeda de valor suficiente para pagar o imposto de Jesus e o dele. Na segunda ocasião, a resposta d’Ele foi: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Ou seja, ao filho de Deus é certo pagar imposto ao Estado. Mas a autoridade do Estado não é ilimitada, acima dele está Deus. O Deus que a tudo vê e conhece o coração de todos os homens. Até mesmo o de César! A César o imposto; a Deus, e somente a Ele, a adoração.
Atentar para o verbo grego usado por Jesus, nos ajudará a entender a força e o sentido do mandamento do Senhor. Ele usou o verbo apodote (de apodidomi - que significa: dar o que é devido; devolver; pagar de volta; entregar) em lugar de dounai (de didomi - que significa simplesmente dar). Os três evangelistas usaram a mesma palavra, significando assim que temos uma obrigação tributária para com o Estado.
Quando caiu nas mãos das autoridades judaicas que o entregaram para as autoridades romanas, Jesus, não questionou o seu poder, aliás, o seu abuso de poder. Por que Ele não fez isso? Creio que a sua resposta a Pilatos nos ajuda a entender a sua atitude aparentemente apática. Pilatos lhe disse que tinha autoridade para matá-lo ou para livrá-lo da morte. Então, Jesus lhe disse: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada" (Mt 22:37). Ou seja, Jesus sabia que acima de Pilatos, acima do Império Romano estava aquele que tem o controle total da situação, Deus. Pilatos estava no poder porque Deus, por mais contraditório que pareça, o havia colocado ali.
Assim sendo, podemos notar que até mesmo aquele que tem todo o poder do universo, o Senhor Jesus, quando se fez homem respeitou e obedeceu a lei dos homens.”
(Jabesmar A. Guimarães)

A OPINIÃO DO APÓSTOLO PAULO:

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”. (Romanos 13:1-7)
No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirma exatamente a mesma coisa que o profeta Daniel ensinou, ou seja, de que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus. Paulo ainda vai mais além, pois ele também disse que o Estado é servo de Deus para punir os malfeitores. Paulo não só considera as autoridades legítimas, como também diz que os governantes, magistrados e soldados têm a autorização de Deus para usarem a espada para castigar os maus. A palavra grega usada para espada é “machaira” que é um símbolo da pena capital. Paulo indica que era a favor da pena de morte quando usa a espada como símbolo da punição do Estado.
Paulo também ensinou que todos os cidadãos (principalmente, os cristãos) devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro deve ser usado para a manutenção das Forças Armadas e das polícias para garantirem a segurança do país e para castigarem os homens que praticam o mal. Para Paulo, os agentes do Estado (governantes, magistrados e soldados) estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade. Portanto, os cristãos devem se sujeitar a eles. O dever das autoridades é punir os maus e louvar os bons. Pelo menos, era assim que Paulo acreditava.
“Estas são as minhas instruções: Ore, faça súplicas, pedidos e dê graças por todos os homens. Ore dessa forma pelos reis e por todos os outros que exercem autoridade sobre nós ou que ocupam cargos de alta responsabilidade, a fim de que possamos viver em paz e tranqüilidade, passando o nosso tempo vivendo piedosa e dignamente. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador. Pois ele deseja que todos sejam salvos e compreendam esta verdade”: (1 Timóteo 2:1-4)

 O apóstolo Paulo ensinou os cristãos a intercederem em favor dos homens investidos de autoridade (governantes, magistrados e soldados), porque é da vontade de Deus que as autoridades sejam salvas e conheçam a Verdade. Paulo, em outra parte da Bíblia, também ensinou que os cristãos devem estar dispostos a auxiliar as autoridades em tudo o que for preciso e necessário.

“Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra”. (2 Timóteo 2:4)

       Há muitas semelhanças entre a vida cristã e o serviço militar, por isso, o apóstolo Paulo vivia comparando ambos. Os cristãos devem ser como soldados, isto é, devem acatar as ordens de seu Senhor e cumprir a sua missão.

Paulo evangelizou até a Guarda Pretoriana que o vigiava em uma ocasião. O apóstolo aproveitou que os guardas pretorianos o vigiavam para lhes falar da Salvação de Cristo. Em sua Carta aos Filipenses, Paulo até menciona sobre os santos do palácio de César, que provavelmente eram esses guardas e outros funcionários do governo que se converteram através dele.


A OPINIÃO DO APÓSTOLO PEDRO:


Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei. (1 Pedro 2:13-17)
O apóstolo Pedro, assim, como o apóstolo Paulo e o profeta Daniel, também reconheceu que as autoridades governamentais são legítimas e necessárias na ordem estabelecida por Deus. Para Pedro, a função das autoridades é castigar os malfeitores e louvar os homens que praticam o bem. Paulo tinha exatamente a mesma opinião. Ambos os apóstolos legitimaram o uso da força por parte do Estado (da violência mesmo) para punir os criminosos perigosos que ameaçam a sociedade.


A OPINIÃO DE JOÃO BATISTA:


“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: Não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente, e contentem-se com o seu salário”. (Lucas 3:14)

João Batista, o precursor do Messias, e o maior de todos os profetas, reconheceu a legitimidade do trabalho do soldado, pois ele mesmo batizou alguns militares e lhes incentivou a permanecerem no Exército, portanto, que eles fossem honestos e justos. A própria Bíblia reconhece que João Batista foi o homem pecador mais justo que já existiu sobre a Terra. Portanto, a opinião dele é válida. João Batista não era um qualquer, mas era o precursor do Messias, isto é, o homem que preparou o caminho para Jesus; e ele foi o maior profeta que já existiu. Portanto, João Batista sabia o que estava fazendo quando batizou aqueles soldados.


BONS EXEMPLOS DE MILITARES BÍBLICOS:


“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da coorte, chamada a italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, e que fazia muitas esmolas ao povo e de contínuo orava a Deus”. (Atos 10:1-2)
O centurião Cornélio era um bom exemplo de militar, pois ele era honesto, justo, íntegro, sabia amar ao próximo, e ainda buscava a Deus. A Bíblia não compara o centurião Cornélio a uma prostituta (como as Testemunhas de Jeová e os evangélicos pacifistas fazem), mas, sim, exalta as virtudes desse centurião como homem, militar e cidadão. Cornélio, segundo a Bíblia, é um bom exemplo a ser seguido.
“Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. Então Jesus foi com eles. E já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Porque também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo”. (Lucas 7:1-10)
O centurião de Cafarnaum também era um bom exemplo a ser seguido, pois o próprio Jesus o admirou como ser humano e militar. Cristo elogiou até a sua fé, e desprezou a religiosidade dos fariseus (as Testemunhas de Jeová e os evangélicos legalistas da época). Jesus Cristo andava com prostitutas e ladrões, e até elogiou um militar por sua fé e integridade, mas desprezou o legalismo e o fanatismo religioso dos fariseus. A Palavra de Deus afirma que os governantes, magistrados e soldados são servos de Deus, isto é, estão a serviço de Deus para o bem-estar da sociedade.

REFUTANDO OS ARGUMENTOS BÍBLICOS DOS PACIFISTAS:

Os cristãos pacifistas, para sustentar a heresia do pacifismo, se utilizam de versículos bíblicos fora de contexto, então, eu mostrarei os verdadeiros contextos dos versículos usados por eles. Para se compreender a Bíblia é preciso lê-la em seu contexto histórico e cultural. Sempre devemos ler os capítulos inteiros inseridos em seu contexto.
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13) 
Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o pacifismo. O contexto de Efésios 6 é a luta da Igreja; e o contexto de Romanos 13 é a luta do Estado. A Igreja (instituição religiosa) não deve se engajar em lutas armadas, mas o Estado (que é ministro de Deus) tem a obrigação de lutar nas guerras físicas. A guerra da Igreja é espiritual; e a guerra do Estado é física. Paulo não era bipolar e nem esquizofrênico, ou seja, ele não tinha uma opinião em Romanos 13 e outra opinião em Efésios 6.
“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)
Por isso, as armas carnais e humanas, tais como argúcia, habilidade, riqueza, capacidade organizacional, eloqüência, persuasão, influência e personalidade são em si mesmas inadequadas para destruir as fortalezas de Satanás; porque as únicas armas adequadas para desmantelar os arraiais do Diabo, as injustiças e os falsos ensinos são as armas que Deus nos dá. Esse trecho não se refere às armas bélicas, mas, sim, a capacidade humana; e para combater o Inferno precisamos das armas espirituais dadas por Deus, pois somos incapazes de vencermos Satanás e os seus demônios sozinhos.
“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;”. (Mateus 5:38-39)
Os fariseus deturpavam as leis do Antigo Testamento para incentivar as pessoas ao ódio e a retaliação, porque olho por olho e dente por dente eram na verdade as punições aplicadas pelas autoridades nos malfeitores e não um incentivo a represália do indivíduo. Jesus condenou a vingança pessoal e não a legítima defesa, pois Ele usa muito simbolismo nas coisas em que ensina. Cristo, em outra parte da Bíblia, ensinou que se a sua mão direita te fizer pecar, se deve amputá-la. E se o seu olho direito te fizer pecar, se deve arrancá-lo. Oferecer a outra face está inserido no mesmo contexto. Jesus não falou para os cristãos se mutilarem e nem para serem sacos de pancadas dos outros. Tudo isso é puro simbolismo.
 “Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”. (Mateus 26:52)
Cristo não fez apologia ao pacifismo, mas, simplesmente, falou que os violentos sofrerão violência. Se Pedro tivesse matado Malco, ele seria punido com a morte pelo Estado Romano e Jesus quis impedir que isso acontecesse. O próprio Cristo ordenou a Pedro para que ele comprasse aquela espada. Jesus devia cumprir com a profecia a seu respeito e Pedro quis impedir o cumprimento dessa profecia. Jesus não disse para Pedro jogar a espada fora, mas apenas para guardá-la. Paulo reconhece que o Estado tem o poder da espada para castigar os malfeitores (algo concedido e autorizado por Deus).
“E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão”. (Samuel 17:47)
Quando Davi afirmou que do Senhor é a guerra, ou seja, de que a batalha pertence ao Senhor, ele quis dizer que nós, servos de Deus, devemos confiar no Altíssimo e não em nossa própria força ou em armas bélicas; entretanto, em nenhum momento, ele hesitou lutar contra Golias por causa disso, porque ele confiava no Senhor dos Exércitos.

SOBRE O SEXTO MANDAMENTO:

Os heróis podem matar os vilões para proteger os inocentes se for necessário, pois o mandamento “não matarás” em sua tradução correta significa “não assassinarás”. O sexto mandamento em hebraico é “lo tirsah”, e em grego é “ou foneuseis”, e em ambas as línguas usadas na Bíblia original, esse mandamento se refere somente ao assassinato criminoso e nunca a legítima defesa. Portanto, os inocentes têm o direito de se defender ou de serem defendidos por alguém.
O verbo hebraico “ratsach” usado nesse mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado nesse mandamento no Novo Testamento, sempre são usados para se referir ao assassinato criminoso, e nunca a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, matar para se defender ou para proteger alguém não é pecado. Seria uma grande incoerência Deus mandar os hebreus matarem nas guerras sendo que Ele mesmo disse “não matarás”, se no sexto mandamento Deus não se referisse somente ao homicídio criminoso (Deus não é bipolar).

SOBRE A OMISSÃO DIANTE DO MAL:

Muito se tem pregado no meio evangélico sobre a omissão diante do mal, como se fosse obrigação dos cristãos se omitirem perante as coisas erradas e serem apáticos diante da maldade. Neste texto, eu mostrarei o que a Bíblia ensina que nós, cristãos, devemos fazer quando nos deparamos perante o mal, e qual deve ser a nossa postura diante da maldade.
“Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”. (Provérbios 31:8-9)
A Bíblia é bem clara quando diz que a nossa obrigação é defender aqueles que não podem se defender, ou seja, o nosso dever é lutar por aqueles que não podem lutar por si mesmos. Portanto, é a nossa obrigação lutar por eles.
“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo”. (Provérbios 3:27)
Se estiver em nossas mãos o poder de ajudar os outros, nós devemos fazê-lo, porque essa é a vontade de Deus, que nós, cristãos, defendamos os direitos dos fracos e oprimidos. Nós temos a obrigação de lutar pelos direitos dos órfãos e das viúvas.
“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando”. (Tiago 4:17)
Omitir-se diante do mal é um pecado hediondo, porque quem se omite perante a maldade é tão ruim e perverso quanto quem a pratica. Os pecados de omissão são tão graves quanto os pecados de comissão. Portanto, se omitir também é pecado.
“O que justifica o perverso e o que condena o justo, abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro”. (Provérbios 17:15)
Quem condena o inocente e absolve o culpado é abominável para Deus, porque Deus abomina a injustiça. Deus é tão santo e tão justo que Ele se enoja de gente mesquinha e medíocre que adora defender bandidos e condenar inocentes.
O opressor covarde sempre oprimirá quem é mais fraco ou quem não reage, porque assim é mais fácil e não terá grande resistência. Mesmo que o fraco não tenha condições de resistir por muito tempo, se ele ousar se opor a opressão, o opressor provavelmente sentirá medo e procurará outro para oprimir. Quando o forte oprime o fraco, ele também acaba se tornando fraco, porque assim não se adquire experiência de luta e outro forte pode subjugá-lo.      

SOBRE O SERVIÇO MILITAR:

Sobre os juramentos (como o Juramento à Bandeira), Jesus Cristo não condenou totalmente os juramentos. O que Jesus condenou foram às pessoas que não têm palavra, e precisam se garantir em juramentos para os outros acreditarem que elas estão falando a verdade. Algumas confissões de fé protestantes explicam bem sobre isso. Não há problema algum em fazer juramentos honrados em nome da paz, da justiça e do amor.
No Concílio de Jerusalém, em 50, os judeus cristãos decidiram que todos os seguidores de Jesus não devem comer alimentos sacrificados aos ídolos, nem praticar relações sexuais ilícitas, não comer animais que morreram sufocados e nem beber sangue. Na 1 Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo ensinou que os cristãos podem comer alimentos sacrificados aos ídolos sim, portanto, que não escandalizem os irmãos “fracos” na fé. Se os cristãos orarem para Deus abençoar os alimentos sacrificados aos ídolos, não há problema nenhum em comê-los. O sexo deve ser praticado somente dentro do casamento mesmo. No caso da proibição de comer animais que morreram sufocados isso era um ritual religioso do Judaísmo e não significa nada para os cristãos de hoje. O sangue foi proibido de ser ingerido, porque no contexto daquela época, os pagãos bebiam sangue para adorar os seus deuses. Entretanto, hoje, não há problema algum em comer frango ao molho pardo, chouriço ou até mesmo beber sangue de galinha para sobreviver na selva.
Em relação à “cultuar as tradições”, na verdade, os militares não prestam culto as tradições e nem aos heróis do passado, mas, simplesmente, eles relembram os feitos do passado e prestam homenagens a esses grandes guerreiros, no entanto, ninguém bate continência ou se curva diante de quadros e estátuas.

AS OPINIÕES DOS PAIS DA IGREJA E DOS REFORMADORES:

Muito se tem pregado que o Cristianismo Primitivo era contra o serviço militar, mas será que isso é verdade? Será mesmo que os cristãos primitivos condenavam o trabalho dos soldados? Pais da Igreja, como, por exemplo, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago e Lactâncio demonizavam o serviço militar, mas será que existiram Pais da Igreja que pensavam diferente deles? Será mesmo que os primeiros cristãos eram anarquistas e pacifistas? Já vimos que a Bíblia apóia o serviço militar. Então, existiram bispos que apoiavam?
Agora, contarei as opiniões dos Pais da Igreja sobre os temas, guerra e política. Os Pais da Igreja foram grandes teólogos da Igreja Primitiva (muitos eram até filósofos e historiadores), que ensinavam aos cristãos os ensinamentos da Palavra de Deus. Muitos deles pregaram heresias, mas outros foram fiéis ao Evangelho puro e simples. Também tiveram os Doutores da Igreja, que surgiram com a conversão do Império Romano ao Cristianismo. Tanto os bispos primitivos quanto os Doutores da Igreja foram homens importantes para a História da Igreja Cristã.
Clemente de Roma, conhecido como Clemente Romano, foi discípulo do apóstolo Pedro e cooperador do apóstolo Paulo. Clemente, em sua Carta aos Coríntios, reconhece que as autoridades governamentais são legítimas, e até elogia os soldados os usando como bons exemplos a serem seguidos pelos cristãos. Clemente de Roma ensinou os cristãos a orarem em favor dos governantes, porque eles são instituídos por Deus.
Policarpo de Esmirna foi discípulo do apóstolo João, e em seu martírio, registrado no livro “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, ele afirma em seu julgamento, antes de ser martirizado, que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus; e de que é lícito pagar os tributos e os impostos aos governantes. Os Pais Apostólicos reconheciam a legitimidade das autoridades.
       Clemente de Alexandria além de reconhecer a legitimidade das autoridades governamentais, também apoiava a guerra justa, pois ele era totalmente a favor do serviço militar. Clemente além de apoiar as guerras justas, também apoiava as revoluções justas contra governos tirânicos e opressores. Clemente de Alexandria também defendia a prática de esportes (como o Pancrácio, a arte marcial grega, muito praticado pelos cristãos primitivos). Ao contrário de seu discípulo, Orígenes de Alexandria, Clemente não via problema algum em cristãos matarem nas guerras e revoluções justas.
       Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Teófilo de Antioquia, Melitão de Sardes, Eusébio de Cesaréia e outros bispos da Igreja Primitiva, também reconheceram que as autoridades governamentais são legítimas e estabelecidas por Deus. Essa “historinha” de que todos os Pais da Igreja do Cristianismo Primitivo condenavam o serviço militar é mentira do Diabo, porque isso não tem embasamento histórico e nem bíblico.
       Agostinho de Hipona foi o maior de todos os Pais da Igreja, e ele foi o responsável por desenvolver a teologia da guerra justa. Agostinho defendia a pena capital e ensinava claramente que os cristãos têm a obrigação de participarem de guerras justas para promoverem a justiça.
       Ambrósio de Milão era mestre de Agostinho, pois foi ele quem o batizou. Ambrósio também era favorável à pena capital e apoiava a guerra justa, pois ele também reconhecia a legitimidade das Forças Armadas.
       Jerônimo de Strídon foi o homem que criou a “Vulgata” (a versão em latim da Bíblia). Esse Doutor da Igreja conhecia a Bíblia inteira, então, ele podia falar com propriedade dos ensinamentos contidos nela. Jerônimo era a favor da pena de morte e também apoiava a guerra justa.
       Tomás de Aquino, um Doutor da Igreja da Idade Média, além de apoiar a guerra justa e a pena capital, também apoiava a legítima defesa, pois ele desenvolveu uma teologia para discutir sobre esse assunto.
       Os reformadores, Martinho Lutero, João Calvino e Ulrico Zuínglio também apoiavam a guerra justa e eram favoráveis a pena de morte, além de apoiarem a legítima defesa e as revoluções contra governos opressores e injustos também. Os luteranos, os huguenotes, os puritanos e outros protestantes empunharam armas não só para combater nas guerras justas, mas também para lutarem em revoluções justas contra os seus perseguidores que os perseguiam por causa do Evangelho.

CRISTÃOS PRIMITIVOS QUE OCUPARAM CARGOS DE AUTORIDADE:

       No Concílio de Arles, em 314, a Igreja Primitiva reconheceu o serviço militar como sendo algo lícito para os cristãos. Deus nunca condenou as guerras justas. Muito se tem falado de que antes do ano 170 os cristãos não se alistavam no Exército, mas isso é uma tremenda mentira demoníaca. No ano 170, os cristãos começaram a se alistar em grande número no Exército por causa da ameaça dos bárbaros que colocavam em risco a segurança do Império Romano e de seus cidadãos, mas sempre existiram cristãos ocupando cargos de autoridade (eram poucos, mas eles existiram). O procônsul Lúcio Sérgio Paulo, e os cônsules, Mânio Acílio Glábrio e Tito Flávio Clemente, foram bons exemplos disso, pois foram autoridades cristãs. Deus sempre apoiou o serviço militar. Os oficiais romanos, Sebastião, Jorge, Expedito, Marino, Marcelo e Maurício foram bons exemplos de militares cristãos que combateram na época da Igreja Primitiva.

CONCLUSÃO:

A vontade de Deus é que o governo não seja corrupto e nem repressor, mas, sim, um ministro de Deus para o bem-estar da sociedade. Deus instituiu as autoridades governamentais para estabelecer a lei e a ordem no mundo. Por causa do pecado, o homem é ruim por natureza; por isso, Deus estabeleceu o Estado para que ele seja um intermediador entre os homens. Há diferença entre a vingança pessoal e a correta justiça aplicada pelo Estado. A justiça pertence a Deus e as autoridades legalmente constituídas. É errado fazer justiça com as próprias mãos. Os homens precisam de regras para poder viver em sociedade. Existem religiosos alienados que dizem que os cristãos são embaixadores de Cristo e, por isso, eles não podem se envolver com a política e nem com o serviço militar. Isso é mentira do Diabo, porque Deus nunca condenou a política e nem o serviço militar. Não existe um versículo sequer na Bíblia que proíba os cristãos de ocuparem cargos de autoridade. A obrigação de todos os cristãos é intercederem a favor das autoridades governamentais, para que os governantes governem com justiça.
Durante a História, existiram incontáveis guerreiros honrados que lutavam em prol da justiça, e que não deixaram de ser bons por causa disso. Incrédulos e cristãos que combatiam baseados em princípios e valores que fizeram a diferença no mundo. Os samurais (apesar da prática do ritual suicida quando eles eram derrotados) e os cavaleiros medievais eram guerreiros que tinham princípios morais e bons valores. Como eu gostaria de ter vivido nas épocas em que os samurais e os cavaleiros existiam. As flechas do cristão somente podem ser lançadas em nome da justiça. Não justiça para si mesmo, mas justiça para as pessoas a quem o cristão jurou proteger. O cristão não deve usar a espada por motivos pessoais, mas apenas para promover a justiça. A Bíblia não condena os homens lutarem, portanto, que eles lutem por causas nobres e justas. Mesmo, que tenham cristãos no exército inimigo, se esses “cristãos” estiverem combatendo do lado errado, eles devem ser combatidos também. Na Segunda Guerra Mundial, tiveram muitos cristãos que apoiaram Adolf Hitler, isto é, que eram nazistas mesmo, e eles pediram para morrer, porque escolheram o lado errado da guerra. Na Guerra Civil Americana, muitos cristãos eram assassinos cruéis e apoiavam a escravidão, e esses mereceram morrer também. Em guerras justas, os cristãos devem optar pelo lado justo do conflito, e não pelo lado do opressor. Portanto, os cristãos que se alistam em exércitos mal-intencionados, estão arcando com as conseqüências desse ato, e vão colher exatamente o que plantarem. Quando os cristãos se omitem em situações de injustiça, eles escolhem o lado do opressor. Essa desculpa de que se o cristão matar os bandidos e os terroristas irá impedi-los de se converter não têm embasamento bíblico, pois tanto no Arminianismo Clássico quanto no Calvinismo, Deus já predestinou os salvos antes da fundação do mundo.  Espero ter sido claro e objetivo neste meu artigo.

AUTOR: Filipe Levi Viasoni da Silva, historiador e professor de História.