sábado, 14 de setembro de 2013

O QUE PODEMOS APRENDER COM A IGREJA PRIMITIVA?


No passado, eu escrevi muitos artigos criticando a Igreja Primitiva, e reconheço que errei feio fazendo isso. Inúmeros sites tendenciosos criados por religiosos hipócritas inescrupulosos contam mentiras a respeito do Cristianismo Primitivo. Esses religiosos distorcem o contexto histórico em que a Igreja Primitiva estava inserida, e isso me revoltou grandemente, fazendo-me ser injusto com os cristãos primitivos (eu tinha uma imagem distorcida dos primeiros cristãos). Para compensar o erro que cometi, quero destacar neste texto as qualidades e virtudes dos cristãos primitivos. Não encobrirei os erros que alguns Pais da Igreja cometeram, mas quero destacar as coisas boas que o Cristianismo Primitivo nos deixou como herança.

Primeiramente, quero destacar o amor fraternal dos primeiros cristãos, porque eles realmente amavam os seus semelhantes (inclusive, os seus inimigos). Ricos e pobres, judeus e gentios, brancos e negros, escravos e senhores, civis e militares, homens e mulheres, todos eles se amavam fraternalmente. O amor era o principal alicerce da Igreja Primitiva, que a sustentava diante das terríveis perseguições. Os primeiros cristãos eram torturados, violentados, espancados, e assassinados por causa de sua fé em Cristo Jesus. Incontáveis cristãos foram crucificados, queimados vivos, devorados vivos pelas feras, esquartejados, e degolados, porque amavam a Deus acima de todas as coisas (eles o amavam até mais do que as suas próprias vidas). Os seguidores de Jesus estavam dispostos a encararem as perseguições do governo de frente, porque eles não temiam as torturas e nem a morte. Os cristãos estavam dispostos a serem torturados e mortos por amor ao Senhor Jesus. Os cristãos eram considerados conspiradores de uma revolução, ou seja, eles eram considerados inimigos do Estado. Por isso, eles eram tão perseguidos impiedosamente. Os cristãos primitivos eram verdadeiros heróis.

O culto imperial e os sacrifícios aos deuses, assim, como os rituais idolátricos praticados nas cerimônias cívicas e religiosas, dificultavam os primeiros cristãos de se alistarem no Exército e de ocuparem cargos públicos, porque os militares e políticos que se recusassem a cultuar o imperador e a sacrificar aos deuses, eram condenados a morte por traição ao Império. Muitos cristãos, que ocupavam cargos de autoridade no governo, foram martirizados, porque se recusaram a negar a Jesus. No século I, os cônsules, Acilius Glabrio e Flávio Clemente, foram martirizados por se recusarem a negar a sua fé em Cristo. Nos séculos II, III, e IV, inúmeros militares e políticos que se converteram ao Cristianismo foram exonerados de seus cargos, torturados, e assassinados por causa de sua fé. Foi um verdadeiro banho de sangue. Oficiais romanos, como, por exemplo, Sebastião (capitão da Guarda Pretoriana), Jorge (tribuno militar), e Expedito (comandante de uma legião), foram torturados, e brutalmente assassinados por amor a Jesus Cristo. Pessoas simples e importantes socialmente enfrentaram o martírio por amarem a Deus acima de tudo.

Existiram Pais da Igreja que pregavam coisas contrárias a Palavra de Deus (muitos deles são endeusados pelos teólogos de hoje). Justino Mártir, Tertuliano de Cartago, Hipólito de Roma, Orígenes de Alexandria, Cipriano de Cartago, Lactâncio, e outros hereges, inventavam coisas que Jesus Cristo nunca ensinou. Eles demonizavam o serviço militar e a política (sem embasamento bíblico), e alguns deles ainda pregavam o anti-semitismo. No capítulo 13 da Carta aos Romanos do versículo 1 ao 7, e no capítulo 5 do livro de Daniel do versículo 20 ao 21, a Palavra de Deus deixa bem claro qual é a opinião de Deus em relação as autoridades governamentais. Os Pais da Igreja, Policarpo de Esmirna, Clemente de Roma, Atanásio de Alexandria, Ambrósio de Milão, Agostinho de Hipona, e Jerônimo de Strídon, reconheciam a legitimidade do Estado, ou seja, eles sabiam que é necessária a existência do governo para se manter a lei e a ordem na sociedade. Claro, que quando há perseguição religiosa por parte do Estado, os cristãos devem obedecer mais a Deus do que aos homens. Entre obedecer às leis humanas, e as leis de Deus, nós, cristãos, devemos obedecer a Deus.

Algo que admiro muito no Cristianismo Primitivo é que os cristãos repartiam tudo o que tinham entre si. Eles viviam um estilo de vida comunitária (onde o Comunismo fracassou). A Igreja Primitiva pregava a igualdade entre os homens (algo revolucionário para a época). Os cristãos se amavam verdadeiramente uns aos outros. Temos muito que aprender com os cristãos primitivos, pois eles são bons exemplos a serem seguidos.  

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