terça-feira, 4 de junho de 2013

O SENHOR DOS EXÉRCITOS


Eu já escrevi vários artigos denegrindo a imagem dos cristãos primitivos, e em alguns deles eu até critiquei os menonitas. Já escrevi alguns textos me desculpando com os primeiros cristãos, mas faltou eu me desculpar com os meus irmãos menonitas. Durante muito tempo, eu fui intolerante com quem pensava diferente de mim, e eu já sofri nas mãos de pessoas intolerantes, e sei que isso não é legal. Em primeiro lugar, os cristãos pacifistas não deixam de serem meus irmãos por terem uma ideologia diferente da minha. Não sou pacifista, e tampouco apóio o Pacifismo, mas tenho a obrigação de respeitar os cristãos que são pacifistas. Neste texto, explicarei o porquê de minha intolerância no passado com os religiosos pacifistas.

Na Internet, existem inúmeros sites tendenciosos de pessoas mal-intencionadas que deturpam a História e distorcem o contexto de versículos bíblicos para impor o Pacifismo aos outros, e isso se chama fundamentalismo religioso (usar palavras para agredir quem pensa diferente não é muito diferente de agredir fisicamente). Por isso, eu me revoltei e acabei sendo intolerante e até injusto com muitos cristãos. Na minha igreja, eu conheci uma família de menonitas que são umas bênçãos. Luca, Fernanda, Ananda, Alice, e Hugo, são irmãos em Cristo que aprendi a amar. Deus usou essa família para me mostrar que os menonitas também são legais e gente boa. Não posso voltar atrás em relação aos textos antigos em que critiquei os cristãos primitivos e em que critiquei os menonitas, mas posso escrever outros artigos falando bem deles para poder compensar o mal que fiz. Deus trabalhou no meu coração de tal forma, que eu aprendi a amar as pessoas com opiniões diferentes, e também aprendi a aceitar as diferenças. Agora, que me desculpei com os cristãos pacifistas, pretendo contar a minha opinião sobre o militarismo e as guerras com todo o respeito aos meus irmãos pacifistas.

“Mas, quando o seu coração se exalçou e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles”. (Daniel 5:20-21)

Segundo o profeta Daniel, Deus estabelece os reis da Terra e os depõe quando bem entende. No Antigo Testamento, assim, como no Novo Testamento também, Deus levanta um reino para punir outro reino, ou seja, Ele levanta uma nação para castigar outra nação. O Altíssimo levanta um povo para oprimir ou libertar outro povo, assim, como Ele usou a Assíria para punir Israel, e a Babilônia para castigar Judá, e também levantou os medos e os persas para libertarem os judeus do cativeiro babilônico.

“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo confirmou o que o profeta Daniel havia ensinado, isto é, que Deus, o Todo-Poderoso, domina os reinos e as nações, portanto, nada foge do controle de suas mãos (inclusive, as guerras). Deus estabeleceu as autoridades governamentais para poder manter a lei e a ordem no mundo. Tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento legitimam a existência do Estado e das suas forças de repressão ao crime (incluindo, as guerras justas). Portanto, Deus levanta quem Ele quer para aplicar a sua justiça, sejam homens bons ou maus. Deus é o Senhor dos Exércitos; e Ele tem o controle sobre todos os exércitos da Terra.

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