quarta-feira, 26 de junho de 2013

A HISTÓRIA DO CRISTIANISMO PRIMITIVO


Geralmente, eu costumo escrever textos pequenos, pois foram poucos artigos grandes que escrevi durante a minha existência. Decidi escrever um texto maior dessa vez para poder contar resumidamente a história do Cristianismo Primitivo (pelo menos, pretendo escrever as partes que considero mais importantes e interessantes). Eu sempre adorei pesquisar sobre a história da Igreja Cristã e sobre a Bíblia, porque sou totalmente apaixonado pelas coisas de Deus. Reconheço que sou muito pecador (pecador até demais), mas sei que sou salvo pela Graça de Deus, e não pelas minhas obras. Mesmo, eu sendo pecador e indigno da Salvação, Deus, em sua infinita misericórdia, me resgatou do Reino das Trevas e me trouxe para o seu Reino de Luz. Neste texto, contarei as partes da história do Cristianismo Primitivo que mais me interessam e chamam a minha atenção. Tentarei ser imparcial no que irei escrever, pois não pretendo criticar ou zombar dos cristãos do passado que tinham opiniões e ideologias contrárias as minhas. Portanto, escreverei sem ofender ninguém.

No século I, Jesus Cristo veio ao mundo salvar o seu povo através do seu sacrifício na cruz do Calvário. Os judeus esperavam um Messias guerreiro e nacionalista que viesse libertá-los do domínio romano, mas Jesus Cristo veio sem escudo e espada ensinar o amor e o perdão. Alguns séculos depois, o Império Romano caiu sob o domínio dos bárbaros, mas isso aconteceu na hora certa, ou seja, no tempo de Deus. Na época em que Jesus veio aqui na Terra foi mais importante Ele ensinar as pessoas a se amarem e a se perdoarem do que libertar Israel do domínio dos romanos. Cristo sofreu torturas indescritíveis e foi brutalmente assassinado sendo pregado vivo numa cruz, porque Ele amava os pecadores mais do que a sua própria vida (Ele ainda os ama). Um verdadeiro herói não tem medo de dar a sua vida. Jesus sangrou dolorosamente para que o seu santo sangue nos purificasse de todo o pecado. No terceiro dia, Cristo ressuscitou vencendo a morte e o Inferno.

No começo, o Sinédrio perseguia os seguidores de Jesus. Saulo de Tarso era membro do Sinédrio e foi um grande perseguidor da Igreja. Mas, a caminho de Damasco, Saulo viu Jesus e ficou cego. Alguns dias depois, ele foi curado, e se tornou num grande apóstolo. Com o passar do tempo, Saulo passou a se chamar Paulo, e ele foi um grande evangelista. Se hoje conhecemos o Evangelho, é porque o apóstolo Paulo se dedicou a pregar o Evangelho para várias nações e povos. Paulo foi um grande servo de Deus, e autor de várias Cartas da Bíblia. Paulo foi preso diversas vezes por amor a Cristo. Até autoridades como o procônsul Sérgio Paulo e o carcereiro de Filipos se converteram e passaram a honrar a Deus através de suas profissões (apesar da maioria dos cristãos primitivos ter evitado se envolver com o Estado, Sérgio Paulo e o carcereiro de Filipos, permaneceram em suas profissões mesmo depois de suas conversões). O apóstolo Paulo, no final de sua vida, acabou sendo preso pela última vez, e morreu decapitado.

O apóstolo Pedro também foi usado grandemente por Deus para poder abençoar e salvar muitas vidas. O centurião Cornélio (um oficial romano) foi evangelizado por Pedro, que ordenou que o centurião fosse batizado (ainda sendo um militar romano). Pedro acreditava que apenas os judeus poderiam ser salvos, mas Deus, através de uma visão, mostrou para Pedro que o Altíssimo não faz acepção de pessoas, e que todos os homens de todos os povos podem ser salvos se aceitarem Jesus Cristo em seus corações como o seu único e suficiente Salvador. Uma vez em que Pedro foi preso, um anjo o libertou da prisão, e Herodes Antipas (o homem que mandou prendê-lo) foi ferido por um anjo, que fez com que os vermes o devorassem vivo. Pedro, no final de sua vida, foi preso pela última vez, e acabou morrendo crucificado.

No ano 50, houve o Concílio de Jerusalém, que foi quando os apóstolos se reuniram para discutir sobre os preceitos judaicos inseridos no Cristianismo. Os cristãos judaizantes acreditavam que todos os seguidores de Jesus eram obrigados a seguirem os preceitos judaicos, mas Paulo discordava disso. No Concílio de Jerusalém, os judeus cristãos decidiram que todos os seguidores de Jesus não devem comer alimentos sacrificados aos ídolos, nem praticar relações sexuais ilícitas, e nem beber sangue. Na 1 Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo ensinou que os cristãos podem comer alimentos sacrificados aos ídolos sim, portanto, que não escandalizem os irmãos “fracos” na fé. Se os cristãos orarem para Deus abençoar os alimentos sacrificados aos ídolos, não há problema nenhum em comê-los. O sexo deve ser praticado somente dentro do casamento mesmo. O sangue foi proibido de ser ingerido, porque no contexto daquela época, os pagãos bebiam sangue para adorar os seus deuses. Entretanto, hoje, não há problema algum em comer frango ao molho pardo, chouriço ou até mesmo beber sangue de galinha para sobreviver na selva.

Nesse mesmo século, houve a Revolta Judaica, e os judeus pelejaram ferozmente contra os romanos por sua independência, mas foram derrotados no ano 70. O Templo de Jerusalém foi destruído pelos romanos, e inúmeros judeus se espalharam pelo mundo depois de verem a sua terra arruinada. 

O Império Romano perseguia implacavelmente a Igreja de Cristo. No início, o Cristianismo era visto como uma ramificação do Judaísmo, mas depois que os romanos descobriram que o Cristianismo era uma fé perigosa para o Império, o Exército romano passou a massacrar os cristãos. Os primeiros cristãos eram jogados as feras, torturados, açoitados, espancados, estuprados, queimados vivos, crucificados, e os que tinham cidadania romana eram degolados. Incontáveis cristãos primitivos sofreram torturas indescritíveis e foram brutalmente assassinados, porque amavam a Deus acima de todas as coisas. Os imperadores romanos exigiam que os cristãos os adorassem como deuses, mas os cristãos se recusavam a prestar culto aos imperadores e a sacrificarem aos deuses. Quase todos os cristãos do século I não se alistavam no Exército e nem ocupavam cargos públicos, por causa do culto imperial e dos sacrifícios aos deuses. Alguns cristãos, que eram militares e políticos, foram exonerados de seus cargos e martirizados, porque se recusavam a cultuar os imperadores e os deuses pagãos. Há uma explicação histórica para a recusa dos primeiros cristãos ao serviço militar e a política. Jesus Cristo, João Batista, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, nunca demonizaram as autoridades governamentais, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Em primeiro lugar, a idolatria greco-romana imperava no Estado romano, e isso dificultava os cristãos de serem militares e políticos. Em segundo lugar, seria muito incoerente os cristãos perseguirem os seus irmãos a mando do governo. Portanto, há um contexto histórico que explica essa atitude dos cristãos primitivos, e é muita ignorância resumir isso apenas em anarquismo ou pacifismo. Existiram dois cônsules, Flávio Clemente e Acilius Glabrio, que foram martirizados, porque se recusaram a negarem a Jesus. Existiam poucos oficiais romanos cristãos, mas eles existiram, e esses dois cônsules estavam entre eles.

No século II, surgiram várias seitas heréticas, como, por exemplo, o Gnosticismo, o Montanismo, e o Marcionismo. Surgiram apologistas também que combateram as heresias pregadas por essas seitas. Nesse século, os cristãos começaram a se alistar em massa no Exército por causa das invasões bárbaras. Nesse período, muitos cristãos também ingressaram na carreira política. O século II, também foi uma época turbulenta para a Igreja Primitiva, mas os cristãos primitivos permaneciam firmes na sua fé apesar das perseguições implacáveis, torturas, estupros, e martírios. A Igreja Cristã era determinada e perseverante na sua fé.

No século III, os cristãos ocupavam as mais altas patentes do Exército e os cargos mais importantes do governo. Generais e senadores importantes confessavam Jesus como o seu único Salvador. Entretanto, no começo do século IV, houve a maior perseguição aos cristãos durante todo o período da Igreja Primitiva. Oficiais romanos famosos, como, por exemplo, Sebastião (capitão da Guarda Pretoriana), Expedito (comandante de uma legião), e Jorge (tribuno militar) foram torturados e assassinados sem piedade, porque se recusaram a negar a sua fé em Cristo Jesus. Incontáveis militares e políticos, que eram cristãos, foram exonerados de seus cargos por causa de sua fé. Esses cristãos foram presos, torturados, e mortos, por amarem a Deus de todo o coração. O imperador Diocleciano perseguiu implacavelmente os seguidores de Jesus, e inúmeros cristãos tiveram os seus bens confiscados, perderam os seus empregos, foram expulsos de suas terras, além de serem torturados, violentados, e assassinados impiedosamente. Todos os cristãos eram soldados de Cristo, armados ou não.

No século IV, quando Constantino, o Grande, chegou ao poder, ele derrotou os seus inimigos, ordenando aos seus soldados antes da batalha que pintassem cruzes em seus escudos. Constantino, apesar de ser pagão, era simpatizante do Cristianismo, até porque muitos de seus soldados eram cristãos. Esse imperador (que somente se converteu quando estava morrendo), com o Édito de Milão, em 313, deu liberdade religiosa aos cristãos, que puderam buscar o seu Deus em paz sem se preocuparem com perseguições vindas do Estado. Constantino foi um grande amigo do Evangelho, apesar de não ter sido um cristão confesso. Esse imperador, sabendo que o Cristianismo se tornava numeroso, resolveu se aliar aos cristãos, e os seguidores de Jesus passaram a ter privilégios em seu governo. Constantino não era cristão (como a maioria pensa), mas ele cooperou muito para que o Cristianismo se estabelecesse no Império Romano. Creio que Deus usou Constantino para abençoar a Igreja Cristã, assim, como Ele usou Ciro, o Grande, para libertar os judeus do cativeiro babilônico.

Em 325, houve o Concílio de Nicéia, onde centenas de bispos cristãos de várias partes do mundo se reuniram para reunirem os livros da Bíblia e para discutirem as doutrinas mais importantes do Cristianismo. Esses bispos, orientados por Deus, identificaram os livros inspirados pelo Espírito Santo, e juntaram os livros canônicos, desprezando os livros apócrifos, criando assim, a Bíblia que conhecemos hoje. A divindade de Jesus Cristo foi confirmada por Atanásio de Alexandria, que apesar de sua baixa estatura, era um grande homem de Deus. O Concílio de Nicéia foi um dos Concílios mais importantes (se não foi o mais importante) da história do Cristianismo. Nesse Concílio, surgiu a Palavra de Deus como conhecemos hoje, e vários povos e reinos tentaram destruir a Bíblia, mas Deus sempre preservou a sua Palavra. No Concílio de Nicéia foi provado que Jesus não é uma criatura criada por Deus, mas, sim, que Ele é o próprio Deus. O Concílio de Nicéia foi essencial para a sobrevivência do Cristianismo, isto é, para a preservação da Igreja de Cristo.

Quanto mais a Igreja Cristã era perseguida, mais os cristãos se tornavam numerosos. Durante todas as perseguições que a Igreja Primitiva sofreu, mais os cristãos aumentavam em número, porque cada vez mais pessoas se convertiam. A coragem dos cristãos diante do terror da morte impressionava os pagãos, que ficaram interessados na fé que dava coragem para os cristãos encararem a morte. Os pagãos não compreendiam o porquê dos cristãos se absterem dos prazeres momentâneos da vida e morrerem por amor a um Deus invisível. Os cristãos primitivos realmente faziam a diferença na sociedade. Os primeiros cristãos amparavam os órfãos e as viúvas, e ajudavam todos os necessitados. Os cristãos primitivos amavam de verdade os seus semelhantes (até os seus próprios inimigos). Nós, cristãos atuais, temos muito que aprender com os nossos irmãos da Igreja Primitiva. Que Deus seja louvado hoje e sempre.

Um comentário:

Ivani Medina disse...

A religião percebida como um instrumento político é bem diferente de quando é percebida como um instrumento de aperfeiçoamento moral. A tendência é que ela seja apreciada preferencialmente pela segunda possibilidade. No entanto, é sob o ponto de vista secular que faço essa reflexão a respeito da origem do cristianismo. Embora as notícias históricas que utilizo procedam da história oficial, foi com base em fatos negligenciados que cheguei a uma conclusão significativa que deve ser compartilhada. Visite a página do livro A Origem do Cristianismo em Reflexão, no Facebook:

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