terça-feira, 26 de março de 2013

ABAIXO AO RACISMO



“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. (Martin Luther King)

Eu sou de cor branca, mas digo com muito orgulho que os meus ancestrais eram negros e índios. O sangue africano e o sangue indígena correm nas minhas veias. Eu tenho muitos parentes negros. Os meus bisavós por parte de pai eram índios. Tenho muitos parentes nordestinos também. Apesar de eu ser “branquinho e clarinho”, sou fruto da miscigenação de várias etnias (não digo raças, porque esse termo já é ultrapassado). Eu nunca saberei dimensionar como é sofrer preconceito racial, porque eu não sou negro, portanto, nunca senti o racismo na pele, mas já sofri outros preconceitos, por isso, sei como é desagradável sofrer preconceito. Eu sou branco, mas a minha alma é negra e indígena.

Antes, de usar os meus argumentos bíblicos e históricos contra o racismo, quero dedicar este artigo aos meus queridos amigos, William e Everaldo, e a minha linda e inteligente amiga, Camila, (ela é a minha melhor amiga), e ao meu amado primo, Klayton. Todos eles são negros, e quero usar o meu talento de escrever para mostrar como essas pessoas negras são importantes na minha vida. Conheço outras pessoas negras maravilhosas também, mas se eu fosse contar sobre todas elas, eu teria que escrever um livro. Neste texto, pretendo esclarecer que a Bíblia nunca apoiou o racismo, ou seja, Deus não é racista. Quero contar bem resumidamente os principais fatores históricos e distorções da Bíblia que, infelizmente, têm fortalecido o racismo em nossos dias. O preconceito racial é uma praga que deve ser erradicada.

Primeiramente, quero afirmar que a sociedade está em débito com os negros, devido às atrocidades cometidas pela Escravidão, que dizimou incontáveis vidas e destruiu inúmeras famílias; e as bizarrices geradas por teorias baratas como o darwinismo social de Herbert Spencer, que resultou na desgraça do Nazismo décadas mais tarde, dizimando milhões de judeus, e incontáveis povos de outras etnias (inclusive, negros), porque os nazistas acreditavam que os judeus, negros, homossexuais, ciganos, e outros povos eram “macacos mal evoluídos”; além de seitas bizarras como a maldita da Ku Klux Klan (formada por crentes fanáticos e racistas). Esses fatores demoníacos resultaram na desgraça do racismo, que até hoje persiste em nossos dias, assombrando a humanidade. A intolerância racial e religiosa ceifou inúmeras vidas inocentes, porque os homens se esqueceram que os seres humanos foram criados a imagem e a semelhança de Deus, portanto, todos os homens são iguais.

Começarei pela distorção do trecho bíblico que conta sobre o mito de Cam, conhecido também como Cão, (o filho de Noé que foi amaldiçoado por ver a nudez de seu pai, quando este estava embriagado). Em Gênesis no capítulo 9 do versículo 20 ao 29, a Bíblia narra sobre os filhos de Noé, e sobre a maldição que Noé lançou sobre Cam e sua descendência (há a distorção diabólica que diz que os descendentes amaldiçoados de Cam são os africanos). Outros hereges também costumam usar a maldição contra Caim (filho de Adão e Eva) para justificar que os africanos são amaldiçoados. Tanto Caim como Cam são usados durante séculos para justificar a suposta inferioridade dos negros, para, assim, poder se justificar a Escravidão e o racismo. Quero dizer desde já, que esses argumentos são distorções e não são verdadeiros. A Igreja Católica, no passado, usou a maldição de Cam para justificar a escravização dos africanos. Hoje, existem evangélicos que praticam esse mesmo absurdo para poderem justificar o racismo. Quero destacar, que a esposa de Moisés, Zípora, era negra, e que o profeta Sofonias também era negro. No Novo Testamento, o diácono Filipe, se importou com a Salvação de um etíope que era eunuco, e o evangelizou e o batizou. No Cristianismo Primitivo, os cristãos de diversas etnias se tratavam como iguais, isto é, todos se consideravam como irmãos (independente se eram brancos ou negros, livres ou escravos).

Jesus Cristo sofreu e morreu numa cruz por todos os homens, tanto negros quanto brancos. Os asiáticos, os africanos, e os indígenas, que sofrem tanto preconceito, são alvos do amor de Deus da mesma forma que os brancos são. A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (homens de todas as etnias). O que importa não é a cor da pele, mas, sim, se as pessoas têm caráter, princípios, e valores. Gostaria de escrever mais sobre esse assunto, mas encerrarei aqui. Que Deus abençoe todos os povos.

sábado, 23 de março de 2013

O GRANDE TABU



O maior tabu de toda a História do Cristianismo que assola a Igreja de Cristo é a sexualidade, ou seja, o sexo. Quero já avisar que serei extremamente sincero e claro no que eu irei escrever. Se você é um daqueles religiosos tapados que adoram ver o Diabo em todo o lugar, nem se dê ao trabalho de ler este artigo. Tentarei ser justo e correto nos meus argumentos. Também tentarei não me expor demais neste texto, mas eu realmente preciso contar a minha experiência pessoal, porque, talvez, assim, eu possa ajudar a confortar alguém.

Desde a Idade Média, a Igreja Católica demoniza o sexo, dizendo que sentir prazer sexual é coisa do Demônio. A repressão sexual é algo realmente extremamente diabólico, porque se existem padres pedófilos e pastores adúlteros, é porque há muita repressão na sexualidade dos cristãos. A Igreja Católica sempre pregou que o sexo é somente para a procriação, e que é um pecado hediondo sentir prazer no ato sexual. Muitas igrejas evangélicas pregam esse mesmo absurdo. Os cristãos precisam entender que o sexo é uma coisa de Deus, e não do Diabo. Realmente, a vontade de Deus é que os seus servos transem apenas depois do casamento, mas se por acaso os cristãos caírem em tentação, eles não perderão a Salvação, e nem serão desprezados por Deus por causa disso. Os cristãos precisam aprender a não confundir conversão com o medo de irem para o Inferno. Os evangélicos precisam entender de uma vez por todas que a Salvação é pela Graça, e não pelas obras. Com certeza, há as conseqüências do pecado, mas isso não significa que se o cristão cair em pecado ele será excluído da Graça de Deus.

A Igreja Católica também demoniza a camisinha e as pílulas anticoncepcionais, afirmando também que o sexo é somente para a reprodução. Não há pecado algum os casais (pessoas realmente casadas) usarem camisinhas ou pílulas anticoncepcionais, porque o sexo pode ser apenas para o prazer. Os cristãos não são obrigados a terem filhos, porque os casais têm a benção de Deus para se satisfazerem somente sexualmente se quiserem.

Outro tabu é a masturbação, porque muitos cristãos usam versículos bíblicos fora de contexto para demonizarem a atração e o desejo sexual. Na minha humilde opinião, para mim a masturbação é apenas uma válvula de escape para evitar coisa pior. Não enxergo mais a masturbação como algo do Demônio, mas isso é apenas algo normal entre os jovens.

Inúmeros cristãos demonizam o sexo oral e o sexo anal inventando coisas que não têm na Bíblia. Eu desafio os cristãos que demonizam esses atos sexuais a me mostrarem na Palavra de Deus onde esses atos sexuais são coisas do Diabo. O que a Bíblia ensina é que o sexo deve ser feito depois do casamento entre um homem e uma mulher, mas a Palavra de Deus em nenhum lugar especifica como isso deve ser feito. Na Bíblia não existe um manual do que os homens e as mulheres podem fazer ou não depois do casamento. Acho muito feio os cristãos colocarem palavras na boca de Deus, coisas que Deus nunca disse. Eu, particularmente, não tenho interesse no sexo oral e no sexo anal, mas se eu estiver casado e a minha esposa desejar praticar esses atos sexuais, eu a satisfarei com o maior prazer.

Quero agora contar algo íntimo meu, mas não contarei nos mínimos detalhes, até porque eu não quero me queimar e nem me expor demais, mas, talvez, eu possa ajudar alguém. Eu sou obcecado por mordidas, isto é, eu adoro morder, e, principalmente, eu adoro ser mordido pelas mulheres. Durante vinte e oito anos eu me reprimi sexualmente, porque eu me considerava o maior pecador do mundo por causa disso. Eu descobri que isso faz parte da minha sexualidade, e eu não preciso me reprimir, porque isso é normal. É obvio que eu não irei sair beijando, mordendo, e transando com todo mundo, mas também não irei mais me reprimir. Há diferença entre não me reprimir e ser depravado. Eu pretendo nunca mais me reprimir, mas também eu tenho carinho e consideração por Deus, e devido a isso, eu não irei “ficar” com ninguém. Com certeza, quando eu namorar, eu beijarei a minha namorada (na boca obviamente), e irei mordê-la (se ela deixar), e se a minha namorada quiser me morder, ela pode arrancar até pedaço se quiser. Mas, em relação ao ato sexual mesmo, me esforçarei para me guardar até o casamento. Não devo satisfação nenhuma para os evangélicos, mas devo satisfação somente para Deus. Eu presto contas a Deus, e não aos cristãos. Decidi escrever este artigo para mostrar que o sexo é uma benção, quando ele é feito dentro da vontade de Deus. O sexo é uma dádiva, e não uma maldição. Sentir prazer não é pecado. O sexo é de Deus.

sábado, 9 de março de 2013

O PODER DO AMOR



“E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozijasse com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das cousas próprias de menino. Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, então veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três: porém o maior destes é o amor”. (1 Coríntios 13:1-13)

Nos últimos meses, tenho aprendido mais sobre o amor, porque descobri que amar vale à pena. Existem vários tipos de amor, como, por exemplo, o amor entre pais e filhos, o amor entre irmãos, o amor entre amigos, e o amor que eu mais admiro abaixo do amor de Deus, que é o amor entre um homem e uma mulher. Como eu desejo um dia encontrar uma mulher que me ame com intensidade, e que eu também possa amá-la intensamente. Existe também o amor por uma causa justa, por um ideal nobre, ou por uma ideologia. Todos os amores são importantes nas vidas dos seres humanos, porque o amor é o combustível da vida. Quem não ama, não é feliz.

Algo que entristece muito o meu coração é o fato da Igreja de Cristo não saber amar, porque Jesus Cristo ensinou o amor, mas os cristãos não se importam muito com isso. Os evangélicos geralmente são hipócritas e falsos, ou seja, eles são egoístas e mesquinhos mesmo. O amor se esfriou de quase todos. O que me irrita profundamente são os “chavões evangélicos”, como, por exemplo, chavões como o “não julgueis”, “o mundo jaz no maligno”, “os filhos das trevas são mais prudentes que os filhos da luz”, ou “a tendência é piorar mesmo”. São frases feitas para justificar a omissão e o conformismo da Igreja. Os cristãos em vez de ganharem vergonha na cara, e pararem de ficar esquentando os bancos das igrejas para “garantir lugarzinho no Céu” (como se a Salvação fosse pelas obras, e não pela Graça), eles ficam inventando “desculpinhas” para justificarem as suas falhas. A Igreja de Cristo é apática perante o sofrimento das pessoas; e ainda os crentes acham que podem enganar Deus e Lúcifer brincando de serem cristãos. Os evangélicos podem brincar de serem cristãos, mas o Diabo não brinca de ser Diabo. Satanás não brinca em serviço.

Descobri com o passar dos anos, que o perdão liberta, porque não é preciso ser forte para guardar rancor, mas é preciso ser forte para perdoar. Aprendi que a compaixão é mais forte do que a raiva; e que o perdão é mais poderoso do que o ódio. Descobri que perdoar é uma característica dos fortes. Perdoar vale à pena. Deus trocou o meu coração de pedra por um coração de carne. O amor pode me ajudar a me tornar numa pessoa melhor. Eu ainda sonho em me tornar num ser humano melhor, que saiba sempre amar.