quarta-feira, 14 de novembro de 2012

GUERRA ESPIRITUAL



“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. (Efésios 6:10-13)

Inúmeros cristãos interpretam mal o capítulo 6 da Carta aos Efésios, porque eles confundem guerra espiritual com pacifismo. O autor da Carta aos Efésios é também o autor da Carta aos Romanos. O apóstolo Paulo, o autor de ambas as Cartas, não era pacifista, pois se percebe claramente a sua posição em relação ao Estado no capítulo 13 da Carta aos Romanos. No capítulo 6 da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo usa puro simbolismo militar para se referir à armadura de Deus. O apóstolo Paulo constantemente usava o serviço militar como bom exemplo para a vida cristã. O fato de Paulo ter dito que a nossa luta não é contra carne e sangue (muito deturpado pelos pacifistas hipócritas), não significa que ele fez apologia ao pacifismo. O capítulo 6 da Carta aos Efésios não invalida o capítulo 13 da Carta aos Romanos, portanto, o apóstolo Paulo não pregou o pacifismo.

“Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém, não encontra. Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim, também acontecerá a esta geração perversa”. (Mateus 12:43-45)

A obrigação de todos os cristãos é se engajarem na guerra espiritual, porque Satanás e seus capangas são os principais inimigos da Igreja de Cristo. Infelizmente, hereges, como a Neuza Itioka, a Rebecca Brown, e o Daniel Mastral, divulgam uma imagem distorcida da guerra espiritual. A guerra espiritual é uma coisa muito legal, ao contrário, do que esses hereges pregam. Ficar demonizando tudo o que se encontra pelo caminho não é combater o Diabo, pelo contrário, é dar munição para ele. Lúcifer não tem nem a chave de sua própria casa (Jesus Cristo tem as chaves da morte e do Inferno), portanto, o Demônio não é dono de nada. Não estou menosprezando o poder do Diabo, mas estou apenas alertando os cristãos de que essa mania de ficar endiabrando as coisas não é de Deus. Satanás usa até a Bíblia para destruir as vidas das pessoas; e pelo que eu saiba, a Bíblia é a Palavra de Deus, ou seja, não pertence ao Diabo. Guerra espiritual é coisa séria, porque Lúcifer não brinca em serviço, isto é, o Diabo não brinca de ser Diabo. Satanás não sente pena e nem remorso.

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;”. (2 Coríntios 10:3-4)

Incontáveis cristãos também costumam distorcer esse trecho da Bíblia para poderem pregar o pacifismo. Tanto o capítulo 6 da Carta aos Efésios, como esse trecho bíblico se referem à guerra espiritual, portanto, Paulo, não está demonizando o Estado (até porque o contexto não fala sobre isso), mas ele está simplesmente ensinando os cristãos a guerrearem espiritualmente. As principais armas dos cristãos são a Bíblia, a oração, e a fé. Com essas poderosas armas, os cristãos conseguem vencer os demônios. A guerra espiritual influencia tudo no mundo, por isso, os cristãos têm que pelejar para valer. 

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