quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A RELAÇÃO DO CRISTÃO COM O ESTADO



“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e, sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”. (Romanos 13:1-7)

O apóstolo Paulo foi um grande servo de Deus que se preocupava com a evangelização dos gentios. Se não fosse por Paulo, o Evangelho não teria chegado até nós, porque ele se empenhou em propagar o Evangelho sobre várias regiões da Terra. Por incrível que pareça, existem “cristãos” que pregam que o apóstolo Paulo era um servo do Demônio, e que apenas pregou asneiras. Eu não perco mais o meu precioso tempo debatendo e discutindo com religiosos imbecis que pensam dessa forma. Não dou mais as coisas santas aos cães; e não jogo mais pérolas aos porcos.

O apóstolo Paulo foi o autor da Carta aos Romanos (eu sei que quem escreveu essa Carta foi Tércio a mando de Paulo). Nesta Carta, Paulo ensina aos cristãos qual deve ser a sua relação com o Estado. Paulo afirmou que as autoridades são instituídas por Deus (há diferença entre instituir e apenas permitir). Segundo o apóstolo Paulo, o Estado é estabelecido por Deus, ou seja, o governo não foi criado pelo Diabo, mas, sim, por Deus. Paulo disse que todas as autoridades governamentais procedem de Deus, isto é, Deus estabelece os governantes da Terra. Paulo também ensinou que os cristãos devem pagar todos os seus impostos, porque o dinheiro dos impostos é necessário para a manutenção do Estado. Para Paulo, o Estado é ministro de Deus; e tem a autorização do Altíssimo para castigar os malfeitores, e enaltecer os homens que praticam o bem. Por isso, os homens devem ser submissos as autoridades.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)

O apóstolo Pedro também ensinou que os cristãos devem se sujeitar as autoridades; e que a função do Estado é punir os malfeitores, e enaltecer os cidadãos de bem. Quando Pedro evangelizou o centurião Cornélio, em nenhum momento ele recriminou Cornélio por ser militar, pelo contrário, Pedro reconheceu a sua bondade e honestidade, e ainda ordenou que Cornélio fosse batizado (ainda sendo um oficial romano).

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1 Timóteo 2:1-4)

O apóstolo Paulo também ensinou que todos os cristãos têm o dever de intercederem em favor das autoridades governamentais, ou seja, os cristãos devem orar pelos homens investidos de autoridade. Tanto Pedro quanto Paulo, não endiabravam as autoridades constituídas, pelo contrário, eles reconheciam a sua legitimidade. Essa “historinha” de que os cristãos primitivos demonizavam o Estado é mentira do Diabo, porque Jesus Cristo, os apóstolos, e os Pais Apostólicos, não demonizavam as autoridades governamentais. Hoje, não existem mais práticas idolátricas no Estado, portanto, nada impede os cristãos de se relacionarem com o governo. 

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