domingo, 15 de julho de 2012

PENA CAPITAL



“Certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem. Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem”.  (Gênesis 9:5-6)

Depois do Dilúvio, Deus instituiu a pena de morte para que os assassinos paguem com as suas próprias vidas por seus assassinatos. O Deus do Antigo Testamento é o mesmo do Novo Testamento, ou seja, Ele tem o mesmo padrão de justiça, e os mesmos princípios. O Altíssimo não mudou de personalidade, e nem mudou a sua ética no Novo Testamento. Adonai continua sendo o mesmo hoje e sempre. Yavé castiga pessoalmente os malfeitores, mas Ele também estabeleceu o Estado para punir os criminosos. Quando as autoridades governamentais não cumprem com o seu dever, Deus se encarrega de castigar os culpados.

O sexto mandamento em muitas traduções da Bíblia é traduzido na forma errada “não matarás”; mas a sua tradução correta é “não assassinarás”. Há diferença entre um homicídio lícito e um assassinato. O verbo hebraico “ratsach” usado para o sexto mandamento no Antigo Testamento, e o verbo grego “foneuo” usado para esse mesmo mandamento no Novo Testamento, são usados para se referir ao assassinato criminoso, e não a legítima defesa e a pena capital. Tanto o verbo hebraico “ratsach” quanto o verbo grego “foneuo” se referem ao homicídio ilícito. Portanto, os cristãos matarem na guerra para se defenderem ou para protegerem alguém, ou o Estado aplicar a pena de morte, não é pecado; porque Deus condena o assassinato criminoso, e não a legítima defesa e a pena capital.

“visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal”. (Romanos 13:4)

O apóstolo Paulo foi muito claro quando afirmou que o Estado é ministro de Deus para o nosso bem; e que Deus lhe autorizou a usar a espada para punir os malfeitores. A palavra grega usada para espada na Bíblia original é “machaira” que é um símbolo da pena de morte. Nos 7 primeiros versículos do capítulo 13 da Carta aos Romanos, Paulo afirma categoricamente que as autoridades governamentais são estabelecidas por Deus, e que os homens investidos de autoridade são ministros de Deus e seus vingadores para castigarem os que praticam o mal. A função do Estado é punir os malfeitores, e enaltecer os cidadãos de bem.

“Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence à vingança; eu retribuirei, diz o Senhor”. (Romanos 12:17-19) 

O capítulo 12 da Carta aos Romanos foi tão inspirado pelo Espírito Santo quanto o capítulo 13 dessa mesma Carta. Muitos cristãos adoram deturpar o contexto do capítulo 12 da Carta aos Romanos, e ignoram o capítulo 13 descaradamente. Há diferença entre a vingança pessoal e a justiça aplicada devidamente pelas autoridades legalmente constituídas. Desde o Antigo Testamento, Deus nos ensina que a vingança pertence a Ele. Nós devemos entregar a nossa vingança nas mãos de Deus. Muitas vezes, Deus usa o Estado para aplicar a sua justiça. Os únicos que têm o direito de fazer justiça são o próprio Deus, e as autoridades governamentais (dentro da lei).

Escrevi este texto para mostrar para os cristãos que a pena de morte tem embasamento bíblico sim. Somente não enxerga isso quem não quer.

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