sábado, 28 de abril de 2012

AINDA HÁ ESPERANÇA



“Até quando te esquecerás de mim, Senhor? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo? Atenta em mim, ouve-me, ó Senhor, meu Deus; alumia os meus olhos para que eu não adormeça na morte; para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários se não alegrem, vindo eu a vacilar. Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação, meu coração se alegrará. Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito bem”. (Salmo 13:1-6)

A minha alma está muito abatida; e a dor aguda no meu coração desfalece todo o meu corpo. Durante dias, não dormi bem e nem me alimentei direito, mas, agora, estou me sentindo um pouco melhor. Deus é o meu refúgio e a minha salvação. Em Deus eu confio, porque entreguei o meu coração em suas mãos. Quando eu nasci, a minha mãe me consagrou a Deus. Da mesma maneira, um pastor amigo de minha família também me consagrou ao Altíssimo quando eu ainda era apenas um bebê. Eu mesmo me consagrei a Deus há alguns meses atrás. Desejo ardentemente servir a Deus e buscá-lo incansavelmente até encontrá-lo. Eu sou de Deus, mesmo que os outros digam o contrário. Eu tenho esperança de que mais cedo ou mais tarde Deus me escutará e me atenderá. Que Deus seja glorificado através da minha vida.

“Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração”. (Jeremias 29:13)

Deus, o Altíssimo, me fala esse versículo desde que eu era apenas uma criança. Tenho desejo ardente de buscar a Deus e fazer a sua vontade. Eu fico frustrado e desanimado, porque tento ser uma pessoa melhor, e não consigo. Eu sei que nunca alcançarei a perfeição aqui neste mundo, mas ainda tenho esperança de que o Espírito Santo possa me ajudar a ser uma pessoa quase perfeita. Desejo muito seguir a Jesus Cristo, ou seja, quero viver o Evangelho. Quem me dera se Deus inclina-se os seus ouvidos novamente para mim e me atendesse. Como eu gostaria que Deus me tornasse num homem de verdade, isto é, num homem de atitude. Se algum dia eu me casar, quero ser o melhor marido do mundo para a minha esposa, ou seja, quero ser fiel e carinhoso com ela. Se eu tiver filhos futuramente, desejo muito ser um pai amoroso e compreensivo (jamais irei oprimi-los ou abandoná-los). Mas, quando penso na possibilidade dessas coisas acontecerem, chego à conclusão, de que a possibilidade é quase inexistente. Não consigo imaginar uma mulher gostando de mim (para mim, isso é uma utopia). Se eu tivesse filhos, temeria cometer os mesmos erros que cometeram comigo. Eu sei que o Deus de Israel é o Deus do Impossível, isto é, Ele realiza coisas impossíveis. Se o Deus Vivo quiser que eu constitua uma família, Ele me ajudará a conseguir essa conquista.  

Eu me sinto como Daniel na cova dos leões; e também me sinto como Hananias, Misael e Azarias na fornalha ardente. Assim, se encontra o meu coração. As chamas ardentes me queimam e os meus sentimentos me despedaçam.

Quem me dera se Deus de seu alto e sublime trono olhasse para mim e se compadecesse de minha desprezível pessoa. Eu sou um verme; e não um homem. Eu sou o opróbrio dos homens; e desprezado do povo. Eu sou um nada. Mas, eu sei que Deus pode me tornar em alguma coisa que vale a pena.  

Deus é a minha esperança, porque Ele é o Todo-Poderoso que pode todas as coisas. O Altíssimo tem o domínio sobre todos os reinos da Terra; e tem as vidas de todas as pessoas em suas mãos. Eu sou um vaso nas mãos do oleiro que faz o que quer comigo.

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