sábado, 9 de outubro de 2010

OS QUARENTA LUTADORES POR CRISTO


Na época em que a paixão dominante do imperador romano Nero era exterminar os cristãos, vivia e o servia, em Roma, uma tropa de soldados conhecidos como "Lutadores pelo Imperador". Eram homens excelentes e corajosos, escolhidos entre os melhores e mais bravos da terra, e recrutados entre os grandes atletas do anfiteatro romano.

No grande anfiteatro eles erguiam as armas (como a equipe oficial representativa) do imperador contra todos os desafiadores. Antes de cada competição eles se punham de pé, ao lado do trono do imperador. Em seguida, pelas cortes de Roma, soava o grito: “Nós, lutadores por ti, ó Imperador, para ganhar para ti a vitória e de ti a coroa de vencedor”.

Quando o grande exército romano foi enviado a lutar na distante Gália, nenhum soldado foi mais bravo ou mais leal do que os dessa tropa de lutadores conduzida pelo centurião Vespasiano. Entretanto, chegaram a Nero notícias de que muitos soldados haviam aceitado a fé cristã. Ser cristão significava morrer, mesmo para os que melhor serviam Nero. Portanto, este decreto foi despachado expressamente para o centurião Vespasiano: “Se houver qualquer um dos teus soldados que tenha aderido à fé cristã, esse deve morrer”.

O decreto chegou no final do inverno. Os soldados estavam acampados na praia de um lago de gelo, no interior. O inverno havia sido cruel, porém, eles haviam suportado a dureza do mesmo, sempre unidos, e essa dureza havia servido para uni-los ainda mais. Foi com o coração aflito que Vespasiano, o centurião, leu a mensagem do imperador. Contudo, para um soldado a palavra suprema é - o dever!

Vespasiano convocou todos os soldados e fez a pergunta: “Há entre vós alguém que tenha aderido à fé cristã? Se é assim, que dê um passo à frente”. Quarenta lutadores imediatamente deram dois passos à frente, saudaram-no respeitosamente e ficaram em posição de sentido. Vespasiano fez uma pausa. Ele não havia contado com tantos e tão seletos. “O decreto veio do vosso Imperador”, disse ele, “que qualquer um que aderir à fé cristã deve morrer. Por amor ao vosso país, a vossos camaradas e aos vossos entes queridos, renunciai à fé cristã”.

Nenhum dos quarenta se moveu. Vespasiano, então, falou: “Até o anoitecer estarei aguardando uma resposta”. A noite chegou. Novamente ele fez a mesma pergunta: “Há entre vós alguém que tenha aderido à fé cristã? Se é assim, que dê um passo à frente”. Novamente os quarenta lutadores vieram à frente e ficaram em posição de sentido.

Vespasiano argumentou com eles, longa e energicamente, sem conseguir, porém, que um só deles renegasse ao seu Senhor. Finalmente ele disse: “O decreto do Imperador tem que ser obedecido, mas não quero que vocês, meus camaradas, derramem o sangue um do outro. Vou ordenar-lhes que marchem para dentro do lago de gelo e lá permaneçam à mercê dos elementos. Contudo, o calor do fogo estará pronto a dar as boas vindas a qualquer um que renunciar a Cristo”.

Os quarenta lutadores despiram-se e, em seguida, sem pronunciar palavra alguma, enfileiraram-se em colunas de quatro e marcharam para o centro do lago de gelo. À medida em que marchavam, iam cantando a canção da arena: “Quarenta lutadores por Ti, ó Cristo, para vencer por Ti e de Ti receber a coroa de vencedor”. No decorrer da longa vigília daquela noite, Vespasiano permaneceu de pé no acampamento, em observação. Enquanto esperava, naquela longa noite insone, a canção dos lutadores ia chegando cada vez mais fraca aos seus ouvidos.

Quando já ia amanhecendo, um vulto vencido pelo sofrimento se arrastou até o fogo. No ápice do sofrimento, havia renunciado ao seu Senhor. Fraca, mas claramente, vinha agora da escuridão a canção: “Trinta e nove lutadores por Ti, ó Cristo, para vencer por Ti e de Ti receber a coroa de vencedor”. Vespasiano contemplou o vulto que se achegava ao fogo e, então, de dentro do seu íntimo brotou uma canção de fé. Talvez, ele tenha visto a luz eterna brilhando, bem no centro do lago. Quem pode garantir? Então, ele retirou o seu elmo, suas vestes, e disparou sobre o lago de gelo, cantando os plenos pulmões: “Quarenta lutadores por Ti, ó Cristo, para vencer por Ti e de Ti receber a coroa de vencedor”.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

SOLDADOS DE CRISTO



“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor; quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos que praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus, honrai ao rei”. (1 Pedro 2:13-17)


O apóstolo Pedro afirmou que os cristãos devem se sujeitar as autoridades constituídas e que a função das autoridades enviadas pelo rei é castigar os malfeitores e louvar os que praticam o bem. Os soldados e magistrados eram essas autoridades enviadas pelo rei para punir os culpados. No primeiro século, quase todos os cristãos primitivos não se alistavam no Exército e nem ocupavam cargos públicos, principalmente, por causa da idolatria que predominava naquela época (como o culto imperial e os sacrifícios aos deuses). Antes, eu pensava que os primeiros cristãos eram anarquistas, mas quando pesquisei mais sobre o assunto, cheguei à conclusão de que os cristãos primitivos não eram anarquistas, isto é, eles não odiavam as autoridades instituídas pelo próprio Deus (apesar de alguns Pais da Igreja terem pregado o Anarquismo e o anti-semitismo). O procônsul Sérgio Paulo e os cônsules, Flávio Clemente e Acilius Glabrio, foram autoridades cristãs do século I, mas estes servos de Deus foram exceções. Os cristãos pagavam os seus impostos e oravam em favor das autoridades constituídas, portanto, eu concluí que os cristãos não eram anarquistas, mas simplesmente não queriam cultuar o imperador e nem sacrificar aos deuses. Infelizmente, a Igreja Primitiva era anti-semita mesmo, algo contraditório para o Cristianismo, já que o próprio Jesus Cristo e os apóstolos eram judeus.


Nesse texto, eu quero mostrar aos cristãos atuais que apesar da época turbulenta que os cristãos primitivos viviam, existiram servos de Deus que foram literalmente soldados de Cristo. Muitos desses soldados foram martirizados, porque confessaram serem seguidores de Jesus, e contarei os testemunhos de alguns deles.


Cornélio era centurião da coorte italiana que orava constantemente a Deus e sempre dava esmolas aos pobres. Esse oficial romano driblava a idolatria de sua época, pois segundo a própria Palavra de Deus, Cornélio era um homem justo e temente e Deus, ou seja, ele não cultuava o imperador e nem sacrificava aos deuses. Cornélio se converteu ao Cristianismo, e provavelmente ele permaneceu em sua profissão depois de se converter, porque a Bíblia não relata que Cornélio abandonou a sua centúria.


Durante a primeira perseguição aos cristãos, o imperador Nero ordenou que todos os cristãos fossem mortos, e muitos de seus soldados se converteram ao Cristianismo. Os Quarenta Lutadores Por Cristo foram soldados cristãos do primeiro século que morreram por não negarem a Jesus. Apesar do culto imperial e dos sacrifícios aos deuses, tinham cristãos no Exército, eram poucos, mas eles existiram. Os Quarenta Lutadores Por Cristo são exemplos de coragem e ousadia para todos os cristãos que estão dispostos a morrer por sua fé.


Marino era militar, nobre e rico, que quase se tornou centurião se não tivesse que escolher entre a Palavra de Deus e a espada. Um militar rival tentou lhe tomar a patente de centurião que era sua por direito. Marino teria que sacrificar aos deuses para ser promovido e teve que escolher se queria permanecer fiel ao seu Deus ou se envolver com a idolatria. Esse militar cristão preferiu morrer de que trair o seu Deus. Marino foi apenas um dentre muitos militares que morreram por amor a Cristo.


Durante a última perseguição aos cristãos no Império Romano, o imperador Diocleciano expulsou todos os cristãos do Exército e dos cargos públicos, e nessa época, oficiais das mais altas patentes foram mortos, porque confessaram ser cristãos. Verdadeiros cristãos serviam o Exército e foram fiéis a Deus até a morte.


Marcelo era um centurião de Tingis, hoje Marrocos, e ele foi morto, porque denunciou as cerimônias pagãs planejadas para a comemoração do aniversário do imperador. Marcelo foi martirizado por confessar ser cristão e se recusar a se envolver com a idolatria. Ele foi realmente um soldado de Cristo.


Sebastião era capitão da Guarda Pretoriana e ele sempre confortava os cristãos encarcerados e não se envolvia com a idolatria que imperava no serviço militar romano. Quando o imperador descobriu que Sebastião era cristão, ordenou que ele fosse executado a flechadas. Sebastião sobreviveu à execução e foi socorrido por uma cristã chamada Irene. Mais tarde, Sebastião, foi até a presença do imperador e o criticou severamente por perseguir os cristãos. Então, Diocleciano mandou os seus soldados espancarem Sebastião até a morte. Esse militar foi espancado até morrer por não ter negado a Jesus.


Jorge era um tribuno muito importante no Império Romano e ele dava um tremendo testemunho. Geralmente, os militares romanos eram ladrões, assassinos, estupradores e idólatras; mas Jorge, assim, como outros militares cristãos, faziam a diferença no Exército. Esse tribuno cristão confessou que os deuses pagãos adorados nos templos romanos eram falsos deuses, e que o Deus judaico-cristão é o único digno de ser louvado. Por causa de sua ousadia, Jorge, foi torturado e depois decapitado.


Expedito foi comandante de uma legião conhecida como "Fulminante" nome dado em memória de uma façanha que se tornou célebre no distrito de Melitene, na Capadócia, sede de uma das províncias romanas da Armênia, no final do século III. Expedito, antes de sua conversão era um devasso, mas quando se converteu, se tornou num cristão exemplar. Por causa de seu testemunho, Expedito, provocou a ira do imperador, que ordenou que ele fosse torturado e depois degolado. Expedito foi fiel a Cristo até o último súspiro de sua vida.


Na Idade Moderna, durante a Revolução Puritana, Oliver Cromwell, liderou os puritanos na revolução que mudaria radicalmente a Inglaterra. Oliver Cromwell era um militar cristão que pelejava a favor da justiça, e esse guerreiro de Cristo, como inúmeros outros militares durante a História que serviram a Deus, testemunhava de Cristo para a sua nação dando bom testemunho.


Durante a Idade Contemporânea, Sérgio Pimenta, foi um dos principais músicos do grupo de louvor cristão “Vencedores Por Cristo”. Ele revolucionou a música gospel brasileira e com o seu testemunho de vida ganhou inúmeras almas para Cristo. Sérgio Pimenta era um oficial do Exército que servia a Deus de corpo e alma. Ele é um exemplo a ser seguido por todos os cristãos.


A História está repleta de militares cristãos que amavam tanto a Jesus que dedicavam as suas vidas ao Evangelho, e muitos deles foram até martirizados por amarem a Deus acima de todas as coisas.


Eu sempres quis ser militar, mas acho que é pouco provável que algum dia eu me torne num soldado. Então, se eu conseguir, através de meus textos, convencer os cristãos de que não há problema nenhum no serviço militar, eu já ficarei satisfeito. Eu pretendo ser historiador e teólogo e quem sabe um dia ser policial ou soldado também. Para mim, o que importa, é que a vontade de Deus prevaleça na minha vida. Mesmo que eu não me torne numa autoridade, eu sei que Deus levanta homens para serem soldados e policiais, e saber disso, traz uma imensa alegria ao meu coração. Que Deus seja louvado hoje e sempre.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

LIBERTAÇÃO


Desde criança desejo ser um herói

Sempre quis ser forte para poder defender os fracos

No entanto, eu sou um fraco incapaz de proteger os indefesos.

Não sou soldado e nem policial

Sou uma piada nas artes marciais

Não sirvo para guerrear

Os pacifistas com a sua hipocrisia fortalecem a impunidade

O que os malfeitores mais querem é que ninguém se oponha a eles

Assim, o mal prevalece.

Apesar de existirem pessoas covardes que se omitem diante da maldade

Existem homens valentes que arriscam a própria vida pelos seus ideais

Eu não suportaria viver num mundo sem heróis

Admiro muito os heróis da fé

Admiro muito os heróis dos desenhos que assisto

Admiro muito Jesus Cristo

Porém, não chego aos pés deles.

Não vejo esperança na vida

Não tenho futuro

Nunca namorei e nem soube de alguma garota que tenha se apaixonado por mim

Nunca tive sorte com as mulheres

Não tenho medo da morte, mas morro de medo de conversar com garotas bonitas.

Desde que me conheço por gente eu desejo morrer

Entretanto, eu pareço até imortal.

Sempre busquei a morte, mas ela sempre fugiu de mim.

Inúmeras vezes pedi para Deus me matar, mas o Todo-Poderoso não me destruiu.

Ultimamente tenho pensado seriamente em me suicidar

Já perdi há muito tempo o medo do Inferno

Na verdade, eu já estou no Inferno.

A minha alma está sedenta e atormentada

Gostaria que Deus molhasse a ponta de seu dedo e refrescasse a minha língua

Eu sou escravo do pecado

Sempre quis me libertar dessa escravidão, porém, nunca me libertei.

Constantemente sou mandado para o tronco quando me rebelo contra Satanás

Sinto-me como um escravo colonial

Quero liberdade

Desejo ser livre para poder fazer a diferença nesse mundo

Quero ser uma luz nas trevas

Eu sempre quis ser alguém importante

Gostaria de ser especial

Mas, infelizmente, sou um fracassado.

Nunca conquistei nada na vida

Não tenho capacidade para prosseguir

Fui ferido e estou agonizando

Os meus olhos escurecem e o meu coração apodrece

Desejo libertar a minha alma dessa prisão

Quem me dera rever os meus amigos mortos

Quero beijar a face da morte.

(Quando escrevi esse poema, eu estava extremamente deprimido, mas hoje me sinto melhor).