quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

LEI E ORDEM


(Escrevi esse texto há alguns anos e continuo tendo a mesma opinião).


“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus e as autoridades que existem foram por Ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos; porque os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem e ela o enaltecerá, pois é serva de Deus para o seu bem, mas se você praticar o mal, tenha medo, porque ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus e agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. É, por isso, também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus sempre dedicadas a esse trabalho. Dêem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra”.

O apóstolo Paulo deixa bem claro na Carta aos Romanos que as autoridades emanam de Deus e que Ele as instituiu para que haja lei e ordem na Terra, porque não é de sua vontade que a anarquia predomine. Deus sabe muito bem que o mundo não é cor de rosa e que é necessário muitas vezes usar a força para combater o mal, por isso, que Ele estabeleceu as autoridades, para que o caos e a desordem não prevaleçam.

“Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano; quer às autoridades enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores, como para louvor dos praticam o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que pela pratica do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai a todos com honra, amai aos irmãos, temei a Deus e honrai ao rei”.

O apóstolo Pedro também ensina aos cristãos que eles devem se sujeitar às autoridades governamentais, pois essa é a vontade de Deus. As Sagradas Escrituras afirmam com clareza que as autoridades foram instituídas por Deus e o Todo-Poderoso jamais seria contra o que Ele próprio instituiu.

“Então, alguns soldados lhe perguntaram: E nós, o que devemos fazer? Ele respondeu: não pratiquem extorsão, nem acusem ninguém falsamente e contentem-se com o seu salário”.

João Batista era o precursor do Messias e em nenhum momento ele recriminou os soldados, mas lhes disse para trabalharem com ética e honestidade. Não há nenhuma passagem na Bíblia proibindo os crentes de serem guerreiros, pelo contrário, o apóstolo Paulo usa inclusive a vida militar como exemplo para a vida cristã.

As Testemunhas de Jeová e certos evangélicos afirmam que os cristãos primitivos não se alistavam no Exército e nem ocupavam cargos políticos e, por isso, é pecado um cristão se envolver com o Estado, mas isso não é totalmente verdade. Os primeiros crentes evitavam serviços públicos por causa da idolatria que predominava e não porque tinham algo contra as autoridades constituídas, mas existiram alguns militares cristãos no período da Igreja Primitiva, como o centurião Cornélio, que mesmo depois de sua conversão permaneceu em sua centúria.

Segundo Agostinho, o maior teólogo da Igreja, não há problema nenhum em um cristão trabalhar no governo e nem em participar de uma guerra justa se for para promover a justiça. Nós, protestantes, não devemos ser pacifistas hipócritas anti-sociais que se desligam da realidade, mas devemos fazer a diferença em todos os setores da sociedade dando bom testemunho.