segunda-feira, 24 de novembro de 2008

EMISSORAS FALIDAS



A única emissora de televisão extinta que eu conheci bem foi a Rede Manchete, pois a Excelsior e a TV Tupi faliram antes de eu nascer, mas mostrarei nessa postagem tudo o que aprendi pesquisando na internet sobre essas emissoras de televisão que não existem mais.


A TV Tupi de São Paulo, canal 3, foi a primeira emissora de televisão do Brasil, fundada em 18 de setembro de 1950 por Assis Chateaubriand. Fazia parte do Grupo Diários Associados. Em 18 de julho de 1980, devido aos vários problemas administrativos e financeiros, a concessão foi declarada perempta (não-renovável) pelo governo brasileiro, e além dela, mais 6 emissoras pertencentes aos Associados também saíram do ar.

Acostumados à improvisação e rapidez do rádio, os pioneiros não tiveram problemas em se adaptar ao moderno veículo e aprenderam muito: ator virava sonoplasta, autor dirigia, diretor entrava em cena. A TV Tupi dos primeiros anos era uma verdadeira escola. Dois dias depois da primeira emissão, em 20 de setembro de 1950, estreou o primeiro programa humorístico, chamado Rancho Alegre com Mazzaropi. Aos poucos, outros programas ganharam forma: o primeiro telejornal e a primeira telenovela.

O programa TV de Vanguarda revelou a primeira geração de atores, atrizes e diretores. Foram apresentadas peças como Hamlet, de Shakespeare, e Crime e Castigo, de Dostoiévski. Alguns programas dos primeiros tempos da TV Tupi tornaram-se campeões de audiência e permanência no ar: Alô Doçura, Sítio do Picapau Amarelo, O Céu é o Limite, Clube dos Artistas (que existiu de 1952 a 1980) e o famoso telejornal Repórter Esso (que ficou dezoito anos no ar).

A telenovela foi uma invenção da TV Tupi, que as exibia em capítulos semanais e era capaz de ousadias como mostrar beijo na boca. Foi em 1951, na novela "Sua vida me pertence", que Vida Alves deixou-se beijar pelo galã Walter Forster.

No jornalismo, a emissora repetiu na tela o sucesso do Repórter Esso, que marcou época no rádio brasileiro a partir de 1941. Os locutores Heron Domingues e Gontijo Teodoro entravam no ar com as últimas noticias nacionais e internacionais ao som de um dos mais famosos prefixos musicais da história do rádio e televisão brasileiros.

Se durante a primeira década de sua existência a Tupi foi líder absoluta, nos anos 60, as emissoras concorrentes aprimoraram sua programação para lutar pela audiência. Em 1968, a novela "Beto Rockfeller", de Bráulio Pedroso, revoluciona a linguagem da televisão. A partir da figura de um anti-herói, surge um novo estilo de interpretação, mais natural. A TV Tupi revela mais uma geração de talentos.

Também na programação infantil a TV Tupi se destacou com o Clube do Capitão Aza, criado em 1966, onde clássicos de desenho animado como Speed Racer e séries como Ultraman e Ultraseven foram apresentadas.

Os constantes atrasos dos salários mantinham o clima tenso na emissora pioneira. As perspectivas de pagamento dos atrasados eram cada vez mais remotas e as explicações dadas aos funcionários, cada vez mais inconsistentes. Para piorar ainda mais a situação, em outubro de 1978 um incêndio no prédio da emissora, em São Paulo, tirou a Tupi do ar por alguns minutos e destruiu os novos equipamentos adquiridos pela emissora no mesmo ano e que nem chegaram a entrar em funcionamento. Ainda em 1978, iniciou a construção de sua nova antena transmissora, que seria a maior torre de TV da América do Sul (essa torre seria concluída pelo SBT alguns anos depois). No ano seguinte, o elenco de "O Espantalho", de Ivani Ribeiro (uma produção dos Estúdios Silvio Santos feita em 1977), processou a Tupi por não pagar os direitos conexos aos atores que trabalharam na trama. Entre 1979 e 1980, nova greve. A crise chegou a Brasília. O ,então, presidente da República, João Figueiredo, se dispôs a receber uma comissão de dirigentes dos sindicatos envolvidos. Muito se discutia e pouco se fazia.

A greve persistiu até o início de fevereiro de 1980, quando a emissora fechou seu departamento de dramaturgia e dispensou os 250 funcionários que trabalhavam nesse setor. Foram interrompidas as novelas "Drácula", que só teve 4 capítulos exibidos, e "Como salvar meu casamento", a 20 episódios de seu desfecho. Além disso, outra trama, "Maria Nazaré" estava em fase de pré-produção e 32 cenas já estavam gravadas na época, mas não chegou a entrar no ar. Para substituir a novela "Drácula", foi colocada a reprise da novela "A Viagem" que, no entanto, foi inacabada.

Em 16 de julho de 1980, antes de completar 30 anos no ar, a Rede Tupi tem 7 de suas 10 concessões declaradas peremptas (termo juridico que significa "não-renovável") pelo Governo Federal, a decisão foi publicada no Diário Oficial, no dia seguinte. Minutos antes do meio-dia de 17 de julho de 1980, três engenheiros do Departamento Nacional de Telecomunicações, então, (Dentel) subiram ao décimo andar do edifício-sede da TV Tupi de São Paulo, na avenida Professor Alfonso Bovero nº 52, no bairro do Sumaré, e lacraram o transmissor da emissora. Saíram também do ar a TV Tupi do Rio, a TV Itacolomi, de Belo Horizonte, a TV Marajoara de Belém, a TV Piratini de Porto Alegre, a TV Ceará de Fortaleza, e a TV Rádio Clube do Recife.

Um delegado da Polícia Federal e mais quatro agentes davam proteção aos engenheiros. Era o fim da TV Tupi. A emissora saía do ar exatamente 29 anos e dez meses depois de sua inauguração.

Permanece, entretanto, um acervo de duzentos mil rolos de filmes, 6.100 fitas de videotape e textos de telejornais que contam 30 anos de muitas histórias do Brasil e do mundo.

Das sete concessões declaradas peremptas, a última que saiu do ar foi a Tupi do Rio. No dia 17 de julho, os funcionários da estação iniciaram uma vigília de 18 horas, comandada pelo apresentador Jorge Perlingeiro, com o objetivo de impedir que o canal 6 carioca fosse fechado. Várias personalidades, como o cantor Agnaldo Timóteo e o humorista Costinha deram apoio aos funcionários, mas nada adiantou. Às 12:36 de 18 de julho, logo após a exibição de um video da missa do Papa João Paulo II realizada no Aterro do Flamengo e a leitura, feita pelo ator e locutor Cévio Cordeiro, de uma mensagem dirigida ao presidente João Figueiredo pedindo para que a estação não fosse fechada, o sinal da TV Tupi do Rio de Janeiro era definitivamente cortado. Durante o video e a mensagem citados, os funcionários puseram na tela os dizeres "Até Breve, Telespectadores Amigos. Rede Tupi".

Os Diários Associados ganharam na Justiça em 1998 ação indenizatória contra o Governo Federal e terão de ser indenizados pela intervenção que resultou na perda de 5 dos 7 canais das Emissoras Associadas, que não enfrentavam dificuldades financeiras na época. Somente a TV Tupi de São Paulo e a TV Tupi do Rio estavam com salários atrasados. No caso do canal 6 carioca, boa parte de suas contas eram pagas pela Super Rádio Tupi do Rio, uma vez que a rádio e a TV faziam parte da mesma razão social (S/A Rádio Tupi). Na época, a lei previa que o Governo Federal teria de nomear um interventor para assumir a administração das empresas em dificuldades, afastando com isso os seus controladores, que a levaram a crise que estavam enfrentado e somente em caso de falência, que não houve, é que caberia a decisão que foi tomada, o que não era o caso de TV Tupi de São Paulo e nem da TV Tupi do Rio, pois seus patrimônios, imóveis, equipamentos e instalações cobriam as dívidas existentes. Terminava assim a primeira emissora de televisão do Brasil. A Rede Excelsior é uma extinta rede de televisão brasileira cuja primeira emissora, a TV Excelsior de São Paulo, entrou no ar em 9 de julho de 1960. Fechou as portas em definitivo em 30 de setembro de 1970. A rede de televisão pertencia ao empresário Mário Wallace Simonsen.

A Excelsior tinha uma programação centrada em jornalismo, séries e filmes estrangeiros. Concorria com a Rede Tupi e a TV Cultura, pertencentes ao empresário Assis Chateaubriand (a Cultura hoje pertence à instituição pública Fundação Padre Anchieta), que comandava o complexo dos Diários e Emissoras Associados; com a TV Paulista das Organizações Victor Costa, e com a Rede Record da família Machado de Carvalho. Distinguia-se de suas concorrentes pela pontualidade nos horários da programação. Seu primeiro diretor artístico foi Álvaro Moya com o auxílio de Manoel Carlos e Abelardo Figueiredo.

A recém inaugurada emissora alugou o Teatro Cultura Artística, na rua Nestor Pestana - em São Paulo - conseguindo assim estúdios e auditórios respeitáveis. Com o novo espaço, vieram novas atrações, entre elas programas humorísticos, de auditório e musicais, como o Brasil 60, em 1960, com Bibi Ferreira (que nos anos subseqüentes as versões Brasil 61, 62 e 63). Primeira televisão brasileira a se utilizar tanto da programação horizontal, em que a mesma atração é exibida no mesmo horário todos os dias e a programação vertical, em que a atração que sucede a anterior visa manter o público desta por afinidade de conteúdo, torna-se dentro de seis meses de operação a líder de audiência na cidade de São Paulo.

Em 1962, constrói um grande estúdio no bairro de Vila Guilherme, em São Paulo, e adquire equipamentos modernos. Ainda nesse ano, inovou no telejornalismo ao lançar o programa Jornal de Vanguarda, criado pelo jornalista Fernando Barbosa Lima, trazia vários locutores e comentaristas. Em 1963, comprou a concessão do canal 2 do Rio de Janeiro, até ,então, pertencente à Rádio Mayrink Veiga, que nunca desenvolveu sua estação de TV. E assim, a Excelsior começa a implantar o conceito de rede de televisão no Brasil, visto que a TV Tupi de São Paulo encarava sua homônima do Rio como concorrente. A Excelsior usava da tecnologia do videoteipe, novidade da época, para distribuir programas que eram exibidos na mesma hora pelas várias TV afiliadas (à Excelsior do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília entre outras).

Também, em 1962, se torna a primeira emissora no país a tentar transmitir em cores. O sistema utilizado foi o NTSC americano e o primeiro programa em cores foi o Moacyr Franco Show. A TV Tupi somente transmitiria em cores, em 1964, quando começou a transmitir o seriado Bonanza aos sábados. A TV Record também começaria a transmitir em cores a partir do seriado Bonanza. O Sistema NTSC não decolou no Brasil, pois os receptores em cores eram muito caros. A primeira transmissão oficial, já com o sistema Germano-Brasileiro PAL-M, foi realizada pela Rede Record, em parceria com a Rede Globo, Rede Tupi e Rede Bandeirantes, a partir da TV Difusora de Porto Alegre que fazia rede com a TV Bandeirantes, em 1972, com a Festa da Uva de Caxias do Sul.

Também de criação da Rede Excelsior é o top de cinco segundos para anunciar a próxima atração. A emissora foi a primeira a ter um logotipo: duas crianças chamadas de Ritinha e Paulinho, que protagonizaram diversas vinhetas.

Em 1964, a Excelsior passou por uma grande crise, sob pressão do Regime Militar, que a forçou a tirar programas do ar, os quais traziam renda à emissora, junto com a Panair. Para acentuar a crise, o empresário Celso Rocha Miranda perdeu as concessões de vôo da Panair dois anos depois. Cinco dias depois, a Panair falia.

A Excelsior, sem dinheiro e com a conta estourada, é vendida ao Grupo Folha de S. Paulo, que a devolve aos antigos donos pouco tempo depois. Em 1969, TV Excelsior era um nome que não podia ser dito no Governo Militar, pois ela estava endividada e abandonada. Ocorreram ainda dois incêndios na TV Excelsior em uma única semana. Um foi simples, de pequeno porte, destruindo apenas um pequeno cenário. O segundo foi na sexta-feira e destruiu boa parte do acervo (não todo como muitos falam).

Fim de ano, para muitos vida nova; para a Excelsior, vida péssima: a emissora perdia mais dinheiro e se encontrava na decadência. A partir daí, a emissora só teve mais problemas com o Governo: perdeu cerca de 170 milhões de Cruzeiros só em impostos e outros.

1 de outubro de 1970: a Excelsior se encontrava à beira da falência. Por volta das 18h40, Ferreira Neto invade o estúdio, que estava transmitindo um programa humorístico (Adélia e Suas Trapalhadas), e anuncia aos telespectadores que o Governo decretara o fim da Excelsior. O Governo dera um prazo até 15 de dezembro para a emissora pagar as dívidas e "acertar as contas", ou seja, pagar no mínimo 50% de sua grande dívida. Ao término do prazo, a Excelsior havia quitado menos de 1% da dívida. Resultado: era o fim da TV Excelsior, que saiu do ar exatamente às 17:56.

Treze anos depois de o canal 9 ficar fora do ar, Adolpho Bloch da Bloch Editores ganha a concorrência aberta pelo Governo Militar com a falência da TV Tupi, incluindo também a concessão da Excelsior. Era o começo da Rede Manchete, emissora com padrão diferenciado da Excelsior. A Rede Manchete foi uma rede de televisão brasileira, fundada no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1983 pelo jornalista e empresário ucraniano naturalizado brasileiro Adolpho Bloch e permaneceu no ar até o dia 10 de maio de 1999.

As nove concessões de TVs extintas da Rede Tupi, cassadas em 1980, mais a vaga da Rede Excelsior, sediada em São Paulo e cassada em 1970, foram cedidas ao jornalista e empresário Adolpho Bloch e ao empresário e apresentador Silvio Santos, em 19 de Agosto de 1981 pelo presidente do Brasil, João Figueiredo.

Nesse dia, passaram às mãos de Bloch, quatro canais que pertenciam à Rede Tupi e Rede Excelsior. Outras quatro concessões da Rede Tupi foram cedidas ao Silvio Santos, que lançou o Sistema Brasileiro de Televisão, mais conhecida como SBT, no mesmo dia. O Grupo Bloch decidiu adiar o lançamento da emissora, para poder preparar o projeto com calma.

De fato, o SBT é sucessor da Rede Tupi de Televisão e já a Rede Manchete era sucessora da Tupi e Excelsior. A nova rede recebeu o nome da revista Manchete, carro-chefe da Bloch Editores desde sua estréia em 26 de Abril de 1952.

A Rede Manchete ficou com o canal 6 do Rio de Janeiro (antiga TV Tupi carioca), o canal 9 de São Paulo (antiga TV Excelsior), o canal 2 de Fortaleza (antiga TV Ceará), o canal 4 de Belo Horizonte (antiga TV Itacolomi) e o canal 6 do Recife (antiga TV Rádio Clube de Pernambuco).

A programação da emissora foi marcada por altos e baixos durante a sua existência. A cobertura do carnaval carioca também teve grande destaque na programação da Rede Manchete. A emissora mostrava os preparativos da grande festa popular do país com os programetes Feras do Carnaval e Esquentando os Tamborins, exibido ao longo da programação. No ano de 1988, a Rede Manchete não transmitiu os desfiles por conta de um impasse com os organizadores dos desfiles e, em 1999, a falta de recursos a impediu de transmitir o evento. A cobertura do "Carnaval da Manchete" começou, em 1984, ano de inauguração do Sambódromo carioca. A emissora de Adolfo Bloch conseguiu exclusividade nas transmissões daquele ano após desistência da Rede Globo, ocorrida por questões de ordem política (desavenças entre Roberto Marinho e Leonel Brizola). No ano seguinte, (1985) a Globo voltou a transmitir os desfiles simultaneamente com a Rede Manchete.

Outras telenovelas de sucessos produzidos pela Rede Manchete foram Dona Beija (1986), Helena (1987), Corpo Santo (1987), Kananga do Japão (1989), além da sua primeira produção dramaturgia, a minissérie Marquesa de Santos (1984).

Um dos seus mais notáveis sucessos foi a novela Pantanal exibida, em 1990. Vieram outros como A História de Ana Raio e Zé Trovão (1991), Tocaia Grande (1995) e Xica da Silva (1996).


O canal se tornou conhecido também por exibir as diversas séries de Tokusatsu e anime, com grande sucesso. Nos anos 80 eram exibidas as séries Patrulha Estelar, Jaspion, Jiraya, Changeman, Flashman, entre outras, além de desenhos como Calvin e o Coronel, Dartagnan e os Três Mosqueteiros, Don Quixote de la Mancha, Família Drácula, O Pirata do Espaço, Super Tiras, Superaventuras, Família Tró-ló-ló, Josie e as Gatinhas, Lorde Gato e Marmaduke, A Turma do Abobrinha e Goldie Gold. Nos anos 90 foi a vez dos animes Cavaleiros do Zodíaco em episodios de tv, Cavaleiros do Zodíaco em episodios para video ( ova ), Samurai Warriors, Shurato em episodios de tv, Shurato em episodios de video ( ova ), Yu-Yu- Hakusho, Sailor Moon, Super Campeões, B'tX, ( Jiraiya em versão anime ), US mangá, além das séries Black Kamen Rider, Maskman, Cybercops, Patrine e Winspector. Nos anos 90, os programas infantis foram: Dudalegria (manhã); A Turma do Arrepio e Clube do Seu Boneco (ambos na tarde), em 1995. Além desses programas, eram exibidos desenhos considerados "clássicos" das décadas de 50, 60, 70 e 80.

Em sua primeira fase, como parte de sua programação voltada para os jovens, exibia o FM TV, nos finais de tarde, que era um programa de videoclips musicais cuja linguagem visual antecipava a atual MTV. Alguns de seus apresentadores tornaram-se nomes conhecidos do grande público: Tim Rescalla, Patrícia Pillar, Emílio Surita e João Kléber.

Outro nome famoso, que ganhou projeção na Rede Manchete foi o do radialista Eloy Decarlo. Conceituado comunicador carioca, se tornou nacionalmente conhecido por todo o tempo de existência da emissora, foi a "voz-padrão" das chamadas da programação do canal e das vinhetas.

O jornalismo foi o carro-chefe da emissora. O telejornal, Jornal da Manchete, o principal informativo do canal, trazia aprofundamento das notícias e comentários de grandes nomes do jornalismo brasileiro, como Carlos Chagas, Villas-Boas Corrêa, Zevi Ghivelder e Salomão Schvartzman, entre outros e comentaristas como João Saldanha. Também revelou as apresentadoras Mylena Ciribelli e Cláudia Cruz, e Alexandre Garcia que posteriormente transferiram-se para a Rede Globo.

Nos primeiros anos da emissora, o Jornal da Manchete ficava no ar por três horas, o que nunca ocorreu na história da televisão brasileira, já que os telejornais locais e nacionais da década de 80 e anteriores, nunca ultrapassaram os 40 minutos de exibição. Sua primeira parte, dedicada ao noticiário cultural, era intitulado Panorama Manchete, apresentado por Íris Lettieri (na época, a voz do aeroporto carioca e do número de telefone que informava a Hora Certa) e Jacyra Lucas. Seguia o Manchete Esportiva, apresentado por Márcio Guedes e Paulo Stein. Ainda tinha o Debate em Manchete, com Arnaldo Niskier.Então, vinha o noticiário com Carlos Bianchini e Ronaldo Rosas.

A emissora passou a usar certos apelativos como cenas de nudez em novelas como Dona Beija, Pantanal entre outras produções da casa e até espetáculos de striptease impróprios para o horário como o da jornalista Íris Lettieri na contagem regressiva para o carnaval e no programa de calouros de Raul Gil em horário vespertino além de programas de striptease com telesexo. Todas essas emissoras de televisão ficarão nas lembranças do povo brasileiro e eu particularmente, amava a Rede Manchete e ainda sonho com o seu retorno, pois há um boato de que ela voltará, em 2009, mas não sei se essa história é verdadeira. Gostaria de ter conhecido a Tv Tupi e a Rede Excelsior também, mas infelizmente, nasci alguns anos depois delas falirem.