terça-feira, 23 de setembro de 2008

POLÍTICA


A política faz parte da vida do ser humano desde as primeiras civilizações e muitos homens mudaram o destino das nações com o uso dela. Existiram muitos homens de Deus na política e a Bíblia relata alguns deles. José, Daniel, Hananias, Misael, Azarias, José de Arimatéia, Nicodemos, Sérgio Paulo e Acilius Glabrio foram servos de Deus que atuaram na política.


José era filho de Jacó e os seus irmãos por inveja o venderam como escravo para o Egito e ele sofreu muito, mas Deus sempre esteve ao seu lado e o abençoava grandemente. Esse servo de Deus trabalhou na casa de Potifar e foi tentado a transar com a mulher de seu patrão, mas ele se recusou a trair a confiança de seu senhor e mesmo assim foi preso. José tinha o dom de interpretar sonhos e interpretou um sonho de Faraó salvando o Egito da fome que viria. Faraó promoveu José a governador-geral do Egito e assim ele se tornou num político de Deus.


Daniel, Hananias, Misael e Azarias, foram levados cativos por Nabucodonosor, rei de Babilônia, e eles com o tempo se tornaram em grandes políticos dessa civilização. Daniel chegou a se tornar o governador-geral da Babilônia e prosperou muito nos reinados dos reis persas, Dario e Ciro.


José de Arimatéia (ou Arimateia) era assim conhecido por ser de Arimatéia, cidade da Judéia. Homem rico, senador da época, era membro do Sinédrio, o Colégio dos mais altos magistrados do povo judeu; também conhecido como "Sanhedrin", formava a suprema magistratura judaica. Arimatéia, juntamente com Nicodemos, providenciou a retirada do corpo de Cristo da cruz após solicitação feita a Pôncio Pilatos. Era o dono do sepulcro onde Jesus Cristo, seu amigo, foi embalsamado, numa esplanada a cerca de 30 metros do local da crucificação e de onde ressuscitou três dias depois da morte. Atribui-se também a José o lençol de linho em que Jesus foi envolvido, conhecido como Santo Sudário.


Nicodemos foi um fariseu, membro do Sinédrio, mestre da Lei, que segundo o Evangelho de João, mostrou-se favorável a Jesus. Ele aparece três vezes nesse Evangelho: a primeira é quando visita Jesus numa noite para ouvir seus ensinamentos (João 3:1-21); a segunda é quando afirma a lei relativa à detenção de Jesus durante a Festa dos Tabernáculos (João 7:45-51); e a terceira após a crucificação, quando ele ajuda José de Arimatéia na preparação do cadáver para o enterro de Jesus (João 19:39-42). O debate com Jesus é a fonte comum de várias manifestações do Cristianismo Contemporâneo, especificamente a frase descritiva do "nascer de novo" utilizada para descrever a experiência de crer em Jesus como o Salvador e o versículo "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16), frequentemente citado para descrever o plano de Deus a respeito da Salvação.


Sérgio Paulo, romano e político, utilizou as suas posses e a sua autoridade em Nea-Pafos para implantar a primeira igreja, filha do trabalho direto de Paulo e Barnabé. Aderiu à Boa Nova e logo se propôs a auxiliar na propagação das suas luzes, tornando-se mais um servidor de Jesus. É bem possível que tenha sofrido o escárnio dos seus pares, aderindo à “loucura nazarena”, talvez dos familiares e amigos; mas, tendo sido conquistado seu coração pelo Cristo, entregou-se totalmente. Esse procônsul permaneceu na política mesmo depois de sua conversão e usou a sua autoridade para beneficiar a Igreja Cristã.


Acilius Glabrio foi um cônsul que se converteu ao Cristianismo permanecendo em sua profissão e ele foi martirizado porque se recusou a cultuar o imperador. Muitos políticos e soldados foram martirizados, porque se tornaram cristãos e se recusavam a prestar o culto imperial.


Hoje, existem muitos servos de Deus na política que tentam mudar as coisas para melhor, mas também existem muitos falsos cristãos que usam o Nome de Deus apenas para ganharem votos. No dia 05 de Outubro de 2008 será a eleição para prefeitos e vereadores e tenho visto muitos evangélicos se candidatando, mas será que eles têm um compromisso sério com Deus como os políticos que mencionei nessa crônica tinham? Tenho orado muito ultimamente pelas autoridades de minha nação (especialmente pelas Forças Armadas e Polícia) e espero do fundo de meu coração que Deus abençoe grandemente o Brasil e que esse país se torne numa nação verdadeiramente cristã.