sábado, 26 de abril de 2008

FALÁCIA GENÉTICA


Muitos evangélicos têm mania de endiabrar as coisas sem conhecer ou simplesmente jogam a culpa em seres inanimados para aliviar a consciência pesada. Para os fariseus, tudo é pecado, menos o pecado. Esses hereges costumam ver o Diabo em tudo, menos onde ele realmente está.

Um assunto controvertido no Cristianismo de hoje é se um cristão deve ou não praticar artes marciais. Alguns dizem que por causa de sua origem não-cristã (misticismo oriental), nenhuma forma de arte marcial deveria ser praticada por cristãos. Entretanto, uma origem não-cristã, por si só, não pode ser um fundamento suficiente para se rejeitar as artes marciais, uma vez que este ponto de vista comete o erro que chamamos de "falácia genética". O que isto quer dizer? Uma falácia é um argumento enganoso e sem fundamento. O termo "genética" quer dizer neste caso "origem". Assim, uma falácia genética é um argumento infundado que pressupõe que uma vez que a procedência de uma crença ou prática esteja errada (por não ter uma raiz cristã), sem considerar as suas modificações, ela ainda estaria errada hoje.

De fato, se fôssemos coerentes ao aplicar esse tipo de lógica, nós deveríamos abandonar a astronomia, porque suas raízes encontram-se no método da astrologia. Entre os movimentos religiosos que usam e abusam da falácia genética se encontram as chamadas "Testemunhas de Jeová"; estas se recusam a comemorar aniversários natalícios, Natal e Ano Novo, pelo simples fato de estas comemorações terem origem no paganismo. Em nenhum momento se leva em conta o desenvolvimento e a evolução de uma crença ou prática. Ao invés de cometer a falácia genética, seria melhor tentar verificar o quanto de influência as crenças originais podem ter sobre um objeto de discussão, antes de descartá-lo prematuramente.

O teatro tem origem pagã e foi criado para homenagear os deuses gregos, em especial a Dionísio, o deus da loucura e do vinho, mas nem, por isso, o teatro deixa de ser usado como instrumento de evangelismo nas igrejas e inúmeras almas já foram ganhas para Cristo através dele.

“Não manuseeis isto, não proves aquilo, não toques aquilo outro, segundo os preceitos e doutrinas de homens?Porque todas estas coisas com o uso se destroem”.

Os fariseus se preocupam tanto em inventar falsos pecados, que acabam se descuidando e praticando os verdadeiros pecados, pois eles praticam a soberba, a mentira, a calúnia, a inveja e principalmente a hipocrisia.

Segundo o ICP (Instituto Cristão de Pesquisas), as únicas artes marciais que não são aconselháveis aos crentes praticarem são Ninjitsu, Tai Chi Chuan e Aikido, por razão de sua extrema influência filosófica, mas nas demais lutas é possível separar o esporte da idolatria oriental.

A primeira arte marcial a surgir foi o Vajramushti, um estilo de luta mais para defesa do que para ataque de procedência indiana. O 28 patriarca do Budismo, Bodhidharma, (que não se tem certeza de sua existência), praticava Vajramushti na Índia e quando foi para o Mosteiro Shaolin na China, desenvolveu o Kung Fu primitivo, que não existe mais por causa das alterações que sofreu durante a História.

Os religiosos alienados pregam que lutar é pecado, porque Deus é contra a violência, entretanto, esses mesmos indivíduos espancam os seus filhos. A Bíblia não condena lutas justas, pois o Novo Testamento está repleto de centuriões e soldados cristãos que combatiam para promover a justiça e Deus em nenhum momento lhes disse que era moralmente errado combater. Então, se um crente deve ou não praticar artes marciais, isso depende da consciência individual de cada um.